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16 de set de 2011

Uma grande série sobre Curitiba 17


Curitiba adoeceu - o orgulho precede a queda
Por: Coré-Etuba M. da Luz


E aí pessoal, bom dia.


Vamos prosseguir com nossa série sobre o transporte. 


Há um ponto óbvio, que todos já notaram: Curitiba parou no tempo.
Sabe o ditado 'faz a fama e deita na cama'? Pois é, foi precisamente o que ocorreu por aqui. 



Tivemos, nos anos 80 o melhor transporte do país. É fato. Mas mais de 20 anos se passaram, nosso sistema parou de evoluir, outras cidades tiraram o atraso, mas os políticos continuam usando esse lema, que um dia foi verdade mas se tornou mentira, pra manter o poder. 


O vereador Mário Celso mesmo, na época em que Taniguchi aumentava a tarifa muito acima da inflação, como todos se lembram, a cada aumento dizia na coluna que saia nos jornais que “só aqui é possível pegar vários ônibus com uma só passagem”. É uma mentira grosseira, e Mário Celso sabe disso.



Ou seja, não apenas as outras cidades também tem transporte integrado, têm um transporte melhor integrado que aqui. E claro, a rede de outras cidades está em permanente expansão. Qualquer sistema de transporte que se preze tem que estar em constante ampliação. Aqui, ao contrário, a prefeitura acha que é desnecessário novos terminais.


A última grande expansão da rede em Curitiba data de 1993, quando foram inaugurados os terminais de Santa Felicidade e Fazendinha (ambos na Zona Oeste), Barreirinha na Zona Norte, Bairro Alto na Zona Leste e Sítio Cercado na Zona Sul. 


Lá se vão longos 17 anos. Depois veio apenas o Caiuá, na CIC (Zona Oeste), em 1999, ou seja, há 11 anos atrás.


São Paulo, por exemplo, tem hoje 28 terminais. 17 anos atrás, não tinha nem 10. Ou seja, a rede triplicou enquanto a nossa estacionou. E por lá a expansão não para. O terminal do Campo Limpo, por exemplo, ainda não tem um ano. Mais cinco (pelo menos) estão em construção. Recife também planeja construir mais uns 10 terminais até a copa. Em todas as outras cidades, se você olhar o mapa de cinco anos atrás eles estará desatualizado, enquanto aqui o mapa de 1999 (no milênio passado, portanto) já trazia o número atual de terminais – me refiro ao município. Na Grande Curitiba, alguns terminais foram construídos pelo governo do estado, mas aí a Urbs se recusa a inaugurá-los, como veremos.


Aqui, a prefeitura acha bisonhamente que não é preciso novos terminais.
É claro, pois esses 'gênios' não andam de ônibus.


O prefeito Luciano Ducci foi ao Tatuquara (Zona Sul) há uns meses atrás. Essa é, como é sabido, a região que mais cresce em Curitiba, sendo extremamente carente, a maioria de seus moradores depende mesmo do transporte coletivo. Ducci prometeu que faria o terminal do Tatuquara, que é absolutamente necessário. Absolutamente. Não há como super-estimar a necessidade preeminente da construção de um terminal naquela parte da cidade. Pois bem. Ducci assim prometeu, numa reunião comunitária: um terminal e um ligeirinho.



Sua palavra não durou uma semana. Um diretor da Urbs disse que o terminal não seria feito “porque não há necessidade”. Claro que ele reside em um bairro bem longe do Tatuquara e não anda de ônibus, assim, pra ele de fato não há necessidade de um terminal no Tatuquara. Disse que o ligeirinho seria feito, mas mesmo esse até agora não saiu do papel.


Já havia ocorrido isso com o terminal Pilarzinho. Taniguchi ganhou a eleição com a promessa de integrar esse bairro da Zona Norte, uma das maiores zonas de sombra da rede integrada. O terminal não saiu, é claro. Segundo a prefeitura, “não há necessidade”. Milhares de moradores, que precisam pagar duas passagens pra acessar a rede integrada, tem opinião distinta. São obrigados a pegar os convencionais não-integrados nas vilas pobres do Pilarzinho, andar as vezes pouco mais de um quilômetro, descer e pagar novamente o Interbairros 2, pois os amarelos só vão pro Centro, sendo inúteis pra quem trabalha em outros bairros.


Como disse acima, mesmo quando terminais são construídos na região metropolitana, a Urbs se recusa a inaugurá-los. Veja o exemplo dos 2 terminais que foram construídos em Colombo, na Zona Norte da Região Metropolitana. Ambos foram feitos mas a Urbs se recusava a deixa-los funcionar. Precisou a justiça intervir. O do Guaraituba ficou 2 anos fechado, e o do Roça Grande 3.


O Guaraituba ao menos foi integrado ao sistema, mas o Roça Grande está funcionando porém sem integração com o município de Curitiba, ou seja, está inútil na prática. A população pagou os custos, pois a passagem foi reajustada pro valor com integração (de $1,90 pra $2,20), mas o benefício continua sendo negado. Isso se chama estelionato.


A prefeitura de Curitiba alega que não há espaço nos terminais do eixo Norte pra colocar a linha integrada pro Roça Grande. Por isso fez o governo do estado pagar a reforma do terminal do Cabral, alegando que aí sim poderá integrar o Roça Grande. É mais uma mentira, ainda outra na interminável lista que mantém essa farsa. E por múltiplos aspectos. Mentira número um é que o ônibus Roça Grande precisa sair do Cabral.


Esse terminal está de fato saturado, mas quem disse que o ponto inicial de integração em Curitiba da linha Roça Grande precisa ser ali? Pode ser no Terminal da Boa Vista, ou melhor ainda, em Santa Cândida. Ambos estão inclusive mais próximos da divisa com Colombo, ou seja, seriam a opção mais lógica - se a prefeitura se baseasse por lógica, o que não é o caso. E há espaço sobrando em ambos, o que dispensaria a reforma do Cabral. Digo, era preciso ampliar o Cabral, que estava de fato operando acima de sua capacidade. Mas não por causa do Roça Grande, e aí a reforma teria que ser paga pela prefeitura de Curitiba, e não pelo governo do estado.


Quem conhece os terminais da Boa Vista e de Santa Cândida sabe o que estou falando. No Terminal Boa Vista, basta mudar o tubo do ligeirinho (sentido bairro-Centro) de lugar, desloca-lo pra Via Rápida. Então o ligeirinho nem precisaria entrar no terminal, na lateral dele mesmo faria sua parada, o que tornaria sua própria viagem mais rápida, pois corta-se uma manobra desnecessária. Como é hoje ele precisa parar duas vezes no sinaleiro, antes de entrar e pra sair do terminal, e se não precisar entrar no mesmo, parará uma vez só. Além de melhorar a vida dos motoristas e passageiros da linha Santa Cândida-Pinheirinho, o que ocorreria então? Sobraria uma plataforma inteira, ou seja, a linha pro Roça Grande poderia até ter ônibus articulados, se fosse o caso. E ainda poderia ser colocada mais outra linha ali no futuro, pra outro bairro de Curitiba ou de Colombo.


No Terminal Santa Cândida ocorre o mesmo, há duas plataformas sobrando. Quem pega o ônibus Maracanã pro Ipardes ali sabe que atrás de onde para o Banestado (que também passa em frente a sede, como o nome aliás indica) há espaço disponível pra mais uma linha. Mas não se restringe a isso. Provavelmente a maioria de vocês não conhece os rincões do bairro de Santa Cândida, então não sabe que as linhas Aliança e São Benedito na verdade são a mesma. Digo, São Benedito é uma linha reforço do Aliança.


Aliança é o tronco, tem uns 4 carros na linha (creio que 6 no pico), e São Benedito o ramal, só tem 1 carro na linha, mesmo no horário de pico, exatamente porque a área densamente urbanizada é coberta pelas duas linhas, o São Benedito se encarrega apenas de uma área ainda rural. Ou seja, o segundo faz exatamente o mesmo trajeto que o primeiro, do Santa Cândida ao ponto final. Apenas quando o tronco para o ramal segue mais um pouco, o Aliança tem o ponto final na vila que o nomeia, enquanto o São Benedito vai até umas chácaras que existem um pouco à frente, quase na divisa com Almirante Tamandaré.


Isso quer dizer que todos os que pegam o Aliança podem também utilizar o São Benedito, e 90% dos que usam o São Benedito podem pegar o Aliança, e como o Aliança tem uma demanda incomparavelmente maior, tudo somado, pode-se dizer que cerca de 97% dos passageiros das duas linhas pegam a que chegar primeiro – o que resulta que ambos poderiam, se fosse preciso, parar na mesma plataforma, liberando ainda mais espaço pra integração com Colombo. Sem gastar um centavo.

A reforma do Cabral custou $ 6 milhões.



Mas fica ainda pior. A prefeitura fez o governo estadual pagar a reforma do Cabral, alegando que a linha pro Roça Grande só poderia sair dali – o que é mentira, como vimos. Entretanto, a reforma ficou pronta, a nova plataforma do Cabral está em uso, e a linha pro Roça Grande não foi criada. Isso, novamente, se chama estelionato, e agora não só com palavras, mas envolvendo rapinagem ao erário estadual. Espero que agora que o grupo de Beto Richa está no comando das duas esferas, a integração com o Roça Grande finalmente saia, já faz 4 anos e meio que o terminal ficou pronto e ainda não está sendo utilizado como deveria, integrando a porção ocidental de Colombo (servida pela Viação Colombo, em oposição a parte oriental, que é servida pela Viação Santo Antônio) com a rede integrada.


Não pense que acabou. Não é só em Colombo que terminais ficam prontos mas não são inaugurados. Um novo terminal foi inaugurado em primeiro de julho em São José dos Pinhais (Zona Leste da RMC).


Governo do Estado conclui construção do miniterminal de ônibus de Contenda
http://agoraparana.uol.com.br/index.php/cidades/contenda/2211-governo-do-estado-conclui-construcao-do-miniterminal-de-onibus-de-contenda.html

Na foto, o secretário do Desenvolvimento Urbano, Wilson Bley Lipski e o
vice-prefeito de Contenda, Carlos Eugênio Stabach. Foto: Miria Rocha

Inaugurado vazio, este é o ponto, pois outubro [2010] se encaminha pro final, já são quase 4 meses, e o terminal continua fechado. O que não impediu, é claro, de políticos tentarem se eleger utilizando o terminal (que custou 5 milhões mas não é utilizado) na campanha eleitoral. 

Ou seja,
quando você ver na TV obras inacabadas, ou prontas sem funcionar, nos confins do Norte, Nordeste, Centro-Oeste ou mesmo no Rio de Janeiro, antes de pensar (como é ato reflexo da maioria dos sulistas brancos) “nossa, como esse pessoal do Nordeste é atrasado, imagine quanta verba pública foi desviada pro bolso dos políticos”, lembre-se que essa é a realidade aqui também.

Os terminais em Colombo ficaram 2 e 3 anos prontos e fechados, respectivamente, e só abriram por ordem da justiça, já que se dependesse daquele que se elegeu governador estariam inúteis até hoje, pois ele e sua equipe não andam de ônibus.




Felizmente o ministério público interveio e pôs fim a essa palhaçada, determinando que os terminais fossem postos em funcionamento. Pra isso, tiveram que ser reformados sem sequer terem sido usados, pois é claro que ladrões já haviam saqueado tudo. Nesse caso específico estou me referindo aos ladrões que não ocupam cargos públicos.


Pra finalizar o tópico, espero que o terminal de São José não bata o triste recorde de seus congeneres em Colombo. Vamos ver. Hoje, 21/10/10, já são 3 meses e 20 dias que o terminal está pronto e fechado.
…............


Ou seja pessoal, não por acaso a situação está caótica. Não há metrô nem trem, nem previsão da fazê-lo.Ao contrário. Quando as linhas de trem são desativadas pro transporte de cargas, são imediatamente eliminadas, sendo que poderiam ser utilizadas pra trens urbanos de passageiros. Vide a linha que saía da Rodoferroviária, passava perto do teatro Paiol, depois ia, via Parolin, Portão, Fazendinha e CIC, até Araucária. Estava ativa até a virada dos anos 90. A extinta Rede Ferroviária Federal deixou de usá-la pra transporte de carga.


Seria ideal pro transporte de passageiros, pois liga o Centro a regiões densamente habitadas, na Cidade Industrial. Além disso, passa por vários polos de empregos, no setor de serviços no Portão e no entorno da PUC, e na área industrial na CIC e Araucária. Ou seja, teria demanda nos dois sentidos. Pela manhã, operários indo sentido bairro e trabalhadores do comércio e escritórios no sentido Centro.

A área foi deixada vazia e acabou invadida em 1991, criando-se a Ferrovila, do Parolin a Cidade Industrial.

Onde deveria haver um sistema de transporte de massas, a cidade ganhou uma favela. Foi o resultado justo diante de tamanha estupidez.



Os trilhos estavam prontos e não seriam mais usados. Bastava construir as plataformas e partir pro abraço. Porto Alegre construiu assim seu metrô. Quando a Rede Ferroviária abandonou, em 1980, o transporte de cargas entre a capital e Caxias do Sul, a cidade se mobilizou pra aproveitar a estrutura já pronta pra transporte de passageiros. Deu certo. Veja você mesmo.


Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.
http://www.trensurb.gov.br/home.php


Desafogou e muito o sistema de ônibus entre o Centro e a parte Norte, a mais densamente habitada, da Região Metropolitana, chamada Vale dos Sinos. Teresina-PI fez o mesmo, assim como diversas outras cidades, inclusive quase todas as capitais do Nordeste, e agora até o interior, como Arapiraca-AL e Juazeiro e Sobral-CE. Os trens de subúrbio de São Paulo também aproveitam as linhas de carga desativadas.
Apenas aqui a cegueira impede de ver o óbvio.



E não aprendemos com os erros, o que é o mais grave.
Porto Alegre inaugurou seu metrô em 1985. Aqui, na virada pros anos 90, jogamos fora uma linha que estava pronta, e que seria perfeita pra trens de subúrbio. Mas continuamos insistindo que todos estão errados, apenas Curitiba está certa em persistir negando o que é evidente, que uma metrópole de mais de 3 milhões (RM incluída, claro) precisa de sistema ferroviário. Está em estudos o contorno ferroviário, que desativará o transporte de carga naquela linha que sai da Rodoferroviária e passa pelo Cristo Rei e Alto da XV, e depois, via toda a Zona Norte (Cabral, Boa Vista, Barreirinha, Cachoeira e Almirante Tamandaré) termina em Rio Branco do Sul.



O Ippuc já declarou que assim que a linha deixar de ser utilizada pra carga, será retirada. O mesmo erro vai se repetir. Novamente, há uma linha ideal pra ser utilizada pra um trem de passageiros, pois une regiões-dormitório (Rio Branco do Sul, Tamandaré e o bairro da Cachoeira, em Curitiba) com um grande polo de empregos, do Cabral em diante, incluindo Hugo Lange (bem próximo ao Jardim Social), Alto da XV e Cristo Rei.
É uma burrice inexplicável, que já se tornou patológica. 

Os diretores do Ippuc, um dia famosos em todo país por sua genialidade, agora deveriam procurar um bom psiquiatra. Pois ou estão loucos, ou não entendem nada de urbanismo, ou então são profundamente mal-caráteres, sabendo que estão errados mas insistindo no erro, prejudicando a milhões, com esse orgulho cristalizado.



Eles, a mídia e parte da população precisam parar de repetir esse refrão de “melhor transporte do país”. Isso foi verdade há 30 anos. Não é mais. A cidade adoeceu.
Se recusa a adotar o modelo ferroviário, que é utilizado até nas capitais do Nordeste, pra não falar da Europa, porque aí é até covardia. Mesmo a comparação com São Paulo, Recife e Salvador já se torna cruel. “Não há necessidade de trens”, insistem sem nem se dar ao trabalho de apresentar dados que comprovem, pois acham que repetir a lavagem cerebral bolada por Lerner substitui a realidade. Juram de pés juntos que os ônibus dão conta, o que só parece verdade pra quem não os utiliza. E mesmo a rede de terminais de ônibus eles se recusam a ampliar. “Não há necessidade”, continuam repetindo, mais uma vez e sempre, o mesmo bordão. “Não há necessidade de um novo terminal no Tatuquara”, tiveram a desfaçatez de alegar, mostrando que os 'técnicos' da Urbs e Ippuc nunca pisaram na região do Tatuquara e Campo de Santana.



Se recusam a ampliar a rede, por motivos inexplicáveis, num ponto que requer a intervenção médica naqueles que insistem em achar que seus delírios são realidade. E mesmo quando o governador constrói terminais na Região Metropolitana, não são inaugurados.
A cidade parou no tempo.
Congelou nos anos 80. Melhor dizendo, congelou em 1993. Desde então só um terminal foi inaugurado no município de Curitiba, sendo esse o Caiuá, na Cidade Industrial. Alias, é o menor de todos os terminais da rede, ou seja, não há ampliação de verdade há 17 anos.



A Linha Verde foi uma boa ideia, mesmo assim recheada de problemas. Mas pelo menos depois de 10 anos a cidade ganhou alguns alguns novos pontos de integração. É claro que esse ritmo de tartaruga pra expandir a rede não é suficiente. É preciso de fato de novos terminais. Um no Tatuquara urgente, até o prefeito Luciano Ducci reconheceu isso. É necessário também adotar a integração no cartão, onde não dá pra fazer novos terminais. Essa solução foi adotada em Santa Quitéria e no Campo Comprido, na Zona Oeste, e deu certo. É hora de aplicá-la em larga escala, a começar pelo Pilarzinho, onde é preciso um circular que integre as vilas ao Interbairros 2 sem pagamento de nova passagem. Ou pode se manter as linhas atuais, apenas reprogramar o sistema pra que a integração seja no cartão. Não há custos pra essa mudança.


É preciso também ampliar os terminais que já existem. Todos passaram por 'reformas' recentemente. Nada verdade só foram repintados, o exemplo é Santa Cândida, onde a 'reforma' custou $700 mil, mas nada foi feito. No Bairro Alto, Caiuá, e em vários outros a situação se repete, sempre com custo acima de meio milhão em cada um. Apenas o Cabral e o Pinheirinho foram reformados de verdade, ou seja, tiveram sua capacidade ampliada. É preciso ainda inaugurar/integrar (que é a verdadeira inauguração) os terminais que já existem na Grande Curitiba, o de São José, que está fechado, e o do Roça Grande, que opera sem integração, ou seja, não serve pra nada.


É preciso, primeiramente, desmascarar e abandonar a 'Grande Mentira'.

Ao contrário do que creem marqueteiros e publicitários, propaganda não substitui a realidade.

Curitiba adoeceu. Pra se curar, primeiro é preciso reconhecer que temos um problema. Essa repetição incessante e irracional de que “não precisamos novos terminais nem de trem/metrô pois o sistema atual é modelo” acabará por destruir essa cidade. É fato:


O orgulho precede a queda. Curitiba é prova irrefutável dessa Lei Natural tão básica.


Que Deus abençoe a todos. Vamos precisar.


“Deus proverá”

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