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18 de set de 2011

Uma grande série sobre Curitiba 21

Chega de lavagem cerebral: O transporte de Curitiba é ruim
Por: Coré-Etuba M. da Luz



Bom dia.

Como todos que utilizam transporte coletivo em Curitiba já perceberam, a qualidade do mesmo em nossa cidade caiu vertiginosamente na última década. E a causa é muito simples:


CURITIBA DEVERIA TER 400 ÔNIBUS A MAIS EM CIRCULAÇÃO.

Como é notório, sou busólogo desde a mais tenra infância. Assim, não é me difícil entender o que vem ocorrendo. Aprendi empiricamente, observando desde sempre sistemas de transporte do Brasil e exterior, que pra ter um mínimo de eficiência, a frota da cidade deve ter pelo menos um ônibus para mil pessoas.

Curitiba hoje tem um grande déficit. Somos quase 1,9 milhão de pessoas, mas só temos 1,5 mil coletivos a disposição, gerando essa carência de 400 veículos. Considerando a Região Metropolitana, são 2,6 mil ônibus para 3,5 milhões de moradores.

Para comprovar o que digo, veja a relação em outras cidades. São Paulo tem 11 milhões de pessoas e a frota é de 15 mil ônibus. Ou seja, enquanto aqui há bem menos que um veículo pra 1000 pessoas, lá há bem mais. Sem contar que a capital paulista conta com 62 km de metrô e mais 261 km de trens de subúrbio, que equivalem a muitos milhares de ônibus. Ambas as redes estão em expansão.

O sistema de transporte coletivo paulistano hoje é muito melhor que o curitibano. Eu conheço os dois modelos a fundo e sei o que estou dizendo. Se na sua cabeça existir a imagem de que o transporte de São Paulo é ruim, é porque as ideias cambiam muito lentamente no inconsciente coletivo. Até os anos 90, o transporte de SP era de fato horrível, e o daqui era bom. Mas nas duas últimas décadas, houve uma inversão.

Curitiba parou de investir.
Nos últimos 16 anos, só um terminal foi inaugurado na capital, o do Caiuá, na Cidade Industrial (Zona Oeste), que aliás é menor de todos. E isso já foi há 11 anos. Alguns outros foram construídos na região metropolitana, em Colombo e Almirante Tamandaré, mas as obras são do governo estadual. A prefeitura parece achar que não há mais necessidade de ampliar o sistema.

A capital paulista tomou o rumo inverso. Dos seus 28 terminais, 15 datam dos últimos treze anos – mais da metade, portanto. Dez deles foram feitos nos 4 anos da gestão de Marta Suplicy (2001-2004). A política de ampliação da rede teve continuidade na gestão de Serra/Kassab. O mais novo de todos, o do Campo Limpo, tem apenas 5 meses de vida [refere-se a partir de mar/10]. Mais cinco estão em fase final de obras e serão entregues ainda nesse ano. Também foram feitas muitas canaletas de ônibus e boa parte da frota foi renovada e ampliada. O sistema de trens de subúrbio, que vinha sendo abandonado, foi revitalizado de 94 pra cá, nas gestões dos governadores Covas, Alckimin e Serra. O metrô, da mesma forma, está em constante expansão e irá dobrar de tamanho até a Copa.

Enfim, não é só de São Paulo, a cidade mais rica do país, que nossa cidade está comendo poeira. Os 1,4 milhão de habitantes de Porto Alegre têm 1,9 mil ônibus a disposição – 1,5 mil convencionais e 400 micros, que por lá são conhecidos por 'taxi-lotação'. São parecidos com os antigos seletivos que existiam por aqui até os anos 80: não são permitidos passageiros em pé, há bancos estofados e ar-condicionado e as linhas não tem ponto fixo, podendo-se embarcar ou desembarcar em qualquer parte do trajeto.

Belo Horizonte tem 2,4 milhões de habitantes e 2,8 mil ônibus. Brasília tem 2,5 milhões e 3 mil ônibus. E essas três cidades ainda contam com metrô. Na capital federal é um metrô de fato, nas capitais mineira e gaúcha na verdade é um trem de subúrbio que eles chamam de metrô. De qualquer forma, é infinitamente melhor que aqui, onde só há os ônibus por opção.

Subindo para o Nordeste, achamos algumas cidades que, como Curitiba, tem menos que um ônibus para mil habitantes. Moram em Salvador 2,8 milhões de pessoas, que são servidas por apenas 2,5 mil coletivos. Em Fortaleza, 2,5 milhões dividem 1,8 mil ônibus. Só que as duas cidades, ao contrário de Curitiba, dispõem de transporte ferroviário. E em ambos os casos, os sistemas vêm sendo melhorados. Na capital cearense, os trilhos e estações estão sendo remodelados, quando então os trens serão substituídos por composições de metrô, enquanto que em Salvador está sendo construído um metrô, que vai se somar ao ramal ferroviário de subúrbio já existente. Ou seja, embora, como aqui, haja menos que um ônibus para mil pessoas, esse deficit é compensado pelos sistemas ferroviários, que já existem há décadas, e estão sendo modernizado em um caso e ampliado em outro. As obras estão atrasadas e marcadas por corrupção, mas estão saindo. Recife e Rio de Janeiro, que não entraram nesse estudo, também têm, ambas, amplos sistemas de trem suburbano metrô – e eles da mesma forma estão sendo aumentados.

Para dar o tiro de misericórdia, enquanto por aqui só se fala em linha verde, várias cidades estão implantando sistemas de trens modernos, como Santos (SP) e Brasília (nesse caso correrá paralelamente ao metrô já existente, e que também está sendo ampliado). Mas nem só a capital federal e cidades ricas do Centro-Sul do país estão investindo nesse modal, que é infinitamente mais eficiente que os ônibus. O estado do Ceará está adaptando linhas ferroviárias pouco utilizadas pra servirem de trem de subúrbio em suas duas maiores cidades do interior, uma em Sobral e outra ligando as cidades de Juazeiro do Norte e Crato.

Em Curitiba, que na opinião de alguns imbecis é uma “cidade de 1º mundo”, no entanto, as coisas são bem diferentes.
Se for depender da vontade do Beto Richa, acho que só nosso tetra-tetra-tetra neto poderá andar de metrô. Talvez para a 5ª copa do mundo realizada no Brasil, em 2230, possamos ter a esperança de chegar ao estádio em um modo mais confortável que esmagados nos ônibus.



E isso é uma opção política. Várias cidades usam os trilhos que não servem mais para transporte de cargas ou passageiros em longas distâncias para suporte de trens urbanos. Posso citar os casos de Teresina, João Pessoa, Maceió e Natal no Nordeste e de Porto Alegre aqui no Sul. O trensurb gaúcho foi implantado em 1980, assim que o ramal de longa distância entre a capital e Caxias do Sul foi desativado. Aproveitaram os trilhos que já estavam feitos e cidade ganhou um transporte capaz de atender a alta demanda em sua área mais urbanizada e industrializada, o eixo Porto Alegre-Novo Hamburgo.
Aqui ocorre o oposto. Há uma cegueira que nos faz insistir que o sistema apenas de ônibus é suficiente, o que não encontra paralelo em lugar nenhum do mundo. Os mais velhos vão se lembrar da linha férrea que ia pela rua João Negrão (por isso ainda há perto do Paiol uma ponte com as rodas de um trem) e ao cruzar a Marechal Floriano seguia em direção ao Portão, e de lá, via Fazendinha, CIC e Tatuquara, chegava em Araucária. Assim que foi desativada, a linha foi suprimida, numa estupidez indescritível. Em partes do antigo traçado, surgiu em 1991 a invasão da Ferrovila. Só que se o que já estava pronto tivesse sido aproveitado racionalmente, como se faz em outras cidades de norte a sul do país, não haveria invasão alguma. O traçado seria perfeito para um trem de subúrbio, pois conecta polos de empregos, industriais no CIC e Araucária e do setor de serviços no Portão e entorno da PUC, com regiões dormitório, o Tatuquara e a própria Cidade Industrial. Já estava pronto, exigindo baixíssimo investimento e impacto ambiental. Cidades tão diferentes como Teresina e Porto Alegre adotam essa solução. Mas Curitiba julga saber mais que todo mundo e desmantela as linhas assim que são desativadas, forçando a população a ser prensada nos bi-articulados pra fazer o mesmo trajeto Cidade Industrial-Portão, por exemplo, que seria feito de forma mas rápida, confortável e barata dentro de um trem.

Nós curitibanos somos estúpidos, mas estamos tão embriagados pela propaganda que diz que somos tão superiores ao resto do país que não aprendemos com nossos erros. O Ippuc declarou que assim que não houver mais necessidade da linha que liga Curitiba a Rio Branco do Sul pro ramal de carga, vai arrancar os trilhos imediatamente. A mesma situação se repete. O trilho está pronto, liga regiões-dormitório (as cidades de Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul e, em menor medida, o bairro da Cachoeira, já na capital) com outras que são polos de empregos, os bairros do Cabral, Cristo Rei e Jardim Botânico. E vai deixar de ser utilizado. Isso porque para o presidente do Ippuc, Curitiba não precisa de trens urbanos, pois os ônibus (que ele não utiliza) são de 'nível de 1º mundo'. A estupidez foi tanta que até a sempre oficialista Gazeta do Povo se sentiu compelida a apontar a incoerência, sob pena de perder a pouca credibilidade que ainda lhe resta.

Se aqui não querem mesmo fazer trem ou metrô, que parem de enganar o povo dizendo que as obras estão 'em planejamento' e que então ampliem o número de ônibus em circulação. Ampliar é a palavra chave. Quando você ver foto do Beto Richa em frente a vários ônibus novos, repare nos termos que são usados na matéria: “Curitiba renova frota.” Entram 30 ônibus zero km no sistema, mas não é informado que paralelamente o mesmo número de veículos saiu da frota, sendo vendidos. O prefeito declara que os ônibus de nossa cidade são 'os mais modernos do mundo, com GPS, painel eletrônico, etc'. É uma lavagem cerebral asquerosa, e o 'menino Beto' sabe disso muito bem. Quem usa ônibus quer apenas que ele chegue logo, pouco se importando se o veículo é novo ou 'moderno'. Várias vezes fico 40 minutos esperando o Interbairros 3 aqui no Boqueirão. Preferiria esperar 10 ou 15 minutos por um ônibus velho, poderia ter até 20 anos de uso se a manutenção fosse eficiente, do que ficar uma eternidade sob sol e chuva pelo 'privilégio' de andar nessas maravilhas que o prefeito só entra pra tirar foto no dia da inauguração.



Fim da primeira parte. Continua.
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Contra números não há argumentos
 (conclusão do anterior)

Concluindo:

Para ser justo, devo relatar que em minhas pesquisas, achei uma cidade que também tem menos que um ônibus por mil pessoas, e tampouco dispõe de rede ferroviária. Na Grande Goiânia, 1,9 milhões de pessoas têm a disposição apenas 1,4 mil veículos. Não por acaso, é quase a mesma proporção daqui. (O município de Goiânia tem 1,2 milhão, mas não sei o número de ônibus porque lá não há sistema municipal independente, a rede da capital se estende aos municípios vizinhos).

Enfim, o fato é que Goiânia tem a fama de possuir um péssimo sistema de transporte coletivo. Posso lhes assegurar que corresponde a realidade. Em meados dos anos 2000, por exemplo, os ônibus nem cobrador tinham, e não se podia pagar a passagem ao motorista. Quem não tinha o bilhete eletrônico simplesmente não podia embarcar, e ele não era vendido em todas as partes. Os turistas, por exemplo, sentiam extrema dificuldade em usar a rede. Esse problema, por ser menor, foi solucionado sobrecarregando os motoristas, que agora além de dirigir também tem que cobrar as passagens. Mas a qualidade do transporte goianiense ainda é bem ruim, e não será solucionado enquanto não entrarem em circulação pelo menos 500 ônibus a mais, para ampliar a frota, e não para renovar.

O mesmo vale para Curitiba. Veja essa notícia, extraída do próprio sítio oficial da prefeitura:


Sempre o destaque para a “renovação”. A própria formulação do texto é muito reveladora. São 7 parágrafos falando da renovação da frota e apenas um da ampliação, que propositadamente foi colocado logo no começo pra causar mais impacto, seguindo a técnica de 'a primeira impressão é a que fica'. Oficialmente, isso é conhecido por mensagem subliminar. Numa linguagem sem eufemismos técnicos, é pura e simplesmente lavagem cerebral.

Como a próprio texto oficial diz, a ampliação se restringe aos alimentadores que operam nas vilas mais distantes da Zona Sul. É exemplificado que o Tatuquara cresce 3,88% ao ano. Não é por caridade da população dessa região tão carente da cidade que a ampliação se concentra ali. É que no Extremo Sul, por não poder contar com o estado, a população 'se vira como pode', digamos assim. Se o ônibus passa muito cheio e deixa os passageiros na mão, o veículo é apedrejado. A linha Rio Bonito, que vai do terminal do Pinheirinho até esse loteamento no Campo de Santana foi criada assim. A prefeitura autorizou o loteamento (um dos maiores da cidade), e prometeu que assim que ele estivesse adensado, criaria uma linha só pra ele. Mas não queria cumprir. Havia estendido a linha Ludovica, que serve o vizinho Tatuquara, que então passou a se chamar Ludovica/Rio Bonito. E se recusava a criar a linha exclusiva para o Rio Bonito. Como o Tatuquara, pelo qual o ônibus passava antes, também é uma região populosa, como é sabido, o veículo já chegava lotado no Campo de Santana e não apanhava ninguém, simplesmente por não haver espaço físico no interior do mesmo. A população fez abaixo-assinados, reclamou no 156, a rádio e vereadores, mas a coisa não mudava.

A Urbs sempre dava a resposta padrão de que “os estudos técnicos dizem que o número de veículos é suficiente para a demanda, mas que novos estudos seriam feitos para analisar a viabilidade de, eventualmente, um dia aumentar o número de ônibus”. Cansados de serem feitos de idiota, os moradores do local adotaram nova abordagem: começou-se a apedrejar os veículos que não paravam no ponto. Bastaram uns 4 dias seguidos que a linha Rio Bonito foi criada. Isso 'apressou os estudos técnicos', digamos assim.

Ao contar isso pra vocês, não tenho intenção de condenar essas pessoas. Antes de julgar, temos que pensar sinceramente o que faríamos no lugar deles. Se você morasse num desses locais e dependesse do ônibus para trabalhar, também não conseguiria adotar uma abordagem zen-budista. Você não iria, eu tenho certeza, perder passivamente o emprego, depois de ver todas as soluções pacíficas tentadas a exaustão, sendo todas ignoradas pelos homens do poder. Se morássemos lá, poderíamos até não usarmos nossa própria mão para atirar uma pedra, mas apoiaríamos nossos vizinhos que o fizessem. Quando o ser humano é confrontado com situações que ameaçam a sua sobrevivência, ele é obrigado a fazer escolhas difíceis. Tenhamos isso em mente, e não deixemos o preconceito de classe média interferir em nossa interpretação do problema. Fácil é para quem anda de carro condenar quem não tem nem sequer um ônibus para se deslocar. Não caiamos nessa armadilha.

Não quero também incentivar a violência. “Nada de positivo vem da violência”, é uma Lei Natural, e eu busco aplicar em minha vida. Estou apenas relatando o que ocorreu, e que me foi contado por quem mora lá. Não quero absolver nem condenar os que tomaram atitudes extremas, e sim mostrar que a cidade de Curitiba não passa de uma grande farsa. Mesmo na extremidade da Zona Sul da cidade, a única contemplada por ônibus a mais nas ruas, a ampliação não veio pela consciência política da classe dirigente, mas por que foram forçados a isso. Outras regiões, pela população ter outras opções (sacrificar boa parte do orçamento familiar na prestação de um automóvel), aceita-se mais resignadamente a sina de não poder contar com transporte de qualidade.

A opção política deliberada de ter um sistema de õnibus ruim debilita o orçamento da classe média baixa em favor dos bancos e montadoras de automóveis. Mais carros nas ruas representam mais congestionamentos, mais poluição, mais aquecimento global, que gera mais secas, enchentes, ciclones. Nada que pareça incomodar a propaganda da capital 'ecológica'.

E quero também chamar a atenção para o fato que, segundo a própria prefeitura, a ampliação do número de veículos se restringe a região do Tatuquara (agora você já sabe como foi conseguido esse 'privilégio' tatuquarense). Tudo bem que lá cresce 3,88% ao ano. Mas o resto da cidade, embora num ritmo mais lento, também aumenta: 1,62% anual. São 30 mil novos curitibanos por ano, por nascimento e imigração. E as regiões além do extremo sul igualmente necessitam de mais ônibus circulando, pois também se tornam maiores a cada dia que passa. A diferença é que por termos outras opções, não recorremos as pedras. Aí chegamos no 'x' da questão. A prefeitura só entende a barbárie. Bem adequado a uma cidade que se julga uma das mais civilizadas do mundo.

Enfim, são notórios os efeitos do sucateamento da rede de transportes da cidade. Os efeitos são sentidos por todos nós, até pelos que só se deslocam de carro, mas principalmente pelos que ainda tentam resistir a dirigir diariamente. No mundo da fantasia que é o Centro Cívico, no entanto, a prefeitura insiste na “Grande Mentira”. Veja essa outra noticia, onde o Extremo Sul não é citado.


Richa entrega mais 127 ônibus para renovação da frota
http://www.urbs.curitiba.pr.gov.br/PORTAL/noticias/index.php?cod=631

Se utiliza 6 vezes o termo 'renovação', inclusive no título, e pouco se fala em ampliação. No melhor estilo '1984', querem dizer que o sucateamento da rede de transportes está diminuindo a poluição. Definitivamente, 'guerra é paz, ignorância é sabedoria'. George Orwell já sabia.

Se o metrô não vai mesmo sair, e se os trilhos do trem vão ser desativados, numa estupidez e orgulho inexplicáveis, então que ao menos se invista de verdade nos ônibus. Como você já deve ter notado, quem mais elogia a eficiência do transporte de Curitiba é quem menos o utiliza.
Os arroubos mais eloquentes partem da mídia, aparato político, turistas e a classe média alta. Quanto mais longe você fica dos coletivos de nossa cidade, melhor eles lhe parecem. Chegou a hora dessa hipocrisia acabar. Não quero forçar essas pessoas a andar de ônibus. Aliás, não quero forçar ninguém a nada, cada um siga sua própria consciência. Mas o dever dos que sabem a verdade é propaga-la, sem se render ao jogo sujo da mentira dominante, conveniente para os poderosos. Foi para jugar luz na lavagem cerebral que o sistema de transporte de Curitiba que escrevi tudo isso.


Deus abençoe toda a humanidade.

Mato a cobra e mostro o pau. Contra números não há argumentos.


população
ônibus
ônibus/
mil pessoas
metrô
trem
São Paulo
11 milhões
15 mil
1,36
62 km operando + 25 em obras
261 km operando
Porto Alegre
1,4 milhão
1,9 mil
1,34
-
33 km operando
+ 9 em obras
Brasília
2,5 milhões
3,0 mil
1,2O
46 km operando + 2 em obras
8 km em obras
Belo Horizonte
2,4 milhões
2,8 mil
1,16
-
28 km operando
+16 em obras
Salvador
2,8 milhões
2,5 mil
0,89
20 km em obras
13 km operando
Fortaleza
2,5 milhões
1,8 mil
0,72
19 km em obras
43 km operando
(passarão a ser metrô após obras)
Curitiba
1,9 milhão
1,5 mil
0,78
A esperança é a última que morre....
Grande Goiânia
1,9 milhão
1,4 mil
0,73
A esperança é a última que morre....

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