Por: André Luiz Aguiar
Lá vem mais uma eleição e lá vamos nós ver coisas bizarras no arDe gratuita não tem nada; sabemos. São rios de dinheiro que se destinam aos candidatos a famosos do 'big Brother' da política; muitas dessas verbas advém do dinheiro público, num montante de R$ 606 milhões.
Mas o que quero chamar atenção aqui é para os incontáveis números que encontramos distribuídos nas ruas como que clamando a nossa atenção. Além de decorar senhas de banco, de email, de cartão, de isso e de aquilo, nos pedem para lembrar, nas eleições, que aquele número corresponde àquele candidato.
E não é sem motivo que alguns vibram quando o seu número é de fácil decoreba:
-- Ah, agora o povão vai se lembrar de mim. Meu número é 12345, Vote no candidato que cresce numa progressão aritmética de razão 1!
E aqueles desaventurados que pegam um número que nem se fosse senha de banco ele decoraria, tentam chamar a nossa atenção com cores e demais chamarizes.
Sem contar que a cidade vira um festival de muros pintados com números e placas espalhadas em cada canto da cidade; atrapalhando os transeuntes -- a bem da verdade.Além do mais, nos fazem ver/escutar propagandas eleitorais "gratuitas" no rádio e tv que não tem a mínima prospecção para termos consciência e sabedoria sobre aquele candidato. Claro, para a eleição majoritária para Prefeito é um pouco mais lógica, pois o camarada ao menos tem certos segundos para se apresentar e tentar expor algumas ideias para o desenvolvimento da cidade -- muitas vezes não tem nem a competência para isso, pois nem sabem o que estão fazendo lá.
Agora, acreditar que as eleições proporcionais para Vereadores vão ser decididas com um cara que chega na tv e rádio e em sua propaganda afirma:
-- Eu sou o João do Carro Velho meu número é 1,4,7,10,13; eu cresço mais que uma P.A. Para prefeito, vote na Maria da Agulha, pois ela sabe coser.
Convenhamos, aí não dá. Imaginar que essa pessoa se torna digna de nos representar é no mínimo desconfiar da nossa inteligência.
O que esse cidadão que acaba por dizer isso vai construir de verdade para a cidade? Provavelmente nada.
E baseado nisso é que sentenciamos que vivemos numa democracia condigna? Humm... tenho minhas dúvidas!
Mas é o que temos para hoje. Espero -- o mais breve possível -- uma democracia mais amadurecida, pois sou descrente que alguém possa nos representar apenas nos fazendo decorar seus números e sua cara (lavada).
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