* André Luiz Aguiar
O INSS (leia-se Ministério da Previdência Social) quer matar os velhos, os deficientes, os doentes e incapacitados.
É só isso que consigo entender quando vejo o INSS exigir que estes velhos, doentes, deficientes e incapacitados saiam de suas casas para fazer o tal recadastramento ("renovação de senha/fé de vida", como eles chamam).
Não tem nada mais absurdo do que exigir que eles se desloquem até um banco --até certa data, se não perdem tudo -- para poderem comprovar que estão vivos.
Digo isto basicamente por causa da burocracia e da idiotice de um sistema de "prova de vida". Como se o Estado não obtivesse, desde o seu nascer até a sua morte, todos os dados sobre você: digital, eleitoral, sentimental, contratual, vacinal, enfim, tudo!
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Vi em reportagem do Jornal Hoje (de hoje) que, segundo o diretor de benefícios do INSS, sr. Benedito Brunca, isso é para evitar fraudes. Nas palavras dele:
"Para que nós possamos fazer o pagamento a quem efetivamente é devido, no tempo certo. E que nós não façamos pagamentos indevidos a pessoas que já faleceram"
Isso é de uma parvoíce gritante!
Então quer dizer que o Estado não tem como saber se tal ou qual beneficiário está morto ou não!??
Você acha mesmo que o Estado não detém muitas e milhares de informações de cada um ao ponto de saber onde estão e como estão?
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E além disso, há a obrigação de que estes Cartórios enviem ao IBGE um mapa dos óbitos ocorridos.
Art. 49. Os oficiais do registro civil remeterão à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, dentro dos primeiros oito dias dos meses de janeiro, abril, julho e outubro de cada ano, um mapa dos nascimentos, casamentos e óbitos ocorridos no trimestre anterior.
Agora me digam: o INSS, por um acaso da burocracia, não pode conversar/se recadastrar/papear com o IBGE e perguntar: "seguinte, como vão, por aí, os óbitos dos meus velhinhos?"
Encerro com um trecho da matéria veiculada no Coreio Braziliense:
"Governo e instituições financeiras insistem no modelo antigo da chamada “prova de vida”, mesmo com recorrentes problemas envolvendo idosos impossibilitados — por doença ou dificuldade de locomoção — de comparecerem às agências bancárias para realizar o processo. Existe a opção de o beneficiário contratar um procurador e cadastrá-lo no INSS, mas essa alternativa também exige que a pessoa tenha de sair de casa.
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Burocracia
O especialista defende ser claramente possível ter a informação de quem, de fato, não pode ir a uma agência bancária para garantir o benefício. “Essas pessoas merecem um tratamento digno e a compreensão do Estado. Nada impede que elas recebam a visita de algum agente do banco ou do INSS em casa para o recadastramento”, sugere. “O que não dá é para continuar criando dificuldades e sustentando uma burocracia ineficiente”, completa o professor."
De tudo isto, uma coisa é certa: todo esse papo de se recadastrar para evitar fraude, nada mais é que conversa-pra-boi-dormir e uma confirmação da ineficiência do Estado.
Só lembrar que Estado não é um éter, um vapor, Estado é formado por gente, pessoas -- algumas eleitas, outras comissionadas! #FICAaDica2014
*André Luiz Aguiar/Advogado
de alguns destes velhos,
doentes, deficientes
e incapacitados
de alguns destes velhos,
doentes, deficientes
e incapacitados
OAB-PR 60.581



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