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13 de set. de 2011

Uma grande série sobre Curitiba 3


Retificação: havia esquecido 6 bairros
Por: Coré-Etuba M. da Luz

Olá pessoal.
Revisando o que havia lhes mandado, vi que esqueci de incluir alguns bairros. Na Zona Central, o São Francisco, e na Zona Norte a Vila Tingui. Já na Zona Oeste a falha foi mais aguda. Esqueci nada menos que 4 bairros: Bigorrilho, Augusta, Santa Quitéria e Cascatinha. Vamos corrigir isso já.


Zona Central de Curitiba (186 mil pessoas, 10,3% de Curitiba):
em relação ao anterior incorreto, mais um bairro com 6 mil habitantes, de 10 para 10,3% da cidade


Água Verde, 53 mil
Centro, 33 mil
Vila Guaíra, 16 mil
Rebouças, 15 mil
Mercês, 14 mil
Parolin, 13 mil
Batel, 12 mil
Alto da XV, 8 mil
Prado Velho, 7 mil
São Francisco, 6 mil
Alto da Glória, 5 mil
Centro Cívico, 4 mil




Zona Sul (675 mil habitantes, 37,5% de Curitiba):

não houve alterações em relação ao anterior
Sítio Cercado, 114 mil
Boqueirão, 73 mil
Xaxim, 60 mil
Alto Boqueirão, 57 mil
Pinheirinho, 54 mil
Portão, 51 mil
Tatuquara, 47 mil
Novo Mundo, 46 mil
Cidade Industrial, 40 mil *
Campo de Santana, 38 mil **
Capão Raso, 38 mil
Umbará, 16 mil
Hauer, 15 mil
Vila Fanny, 9 mil
Vila Lindóia, 9 mil
Ganchinho, 8 mil
Caximba, 2 mil




Zona Oeste (373 mil habitantes, 20,7% de Curitiba):

em relação ao anterior incorreto, mais 4 bairros com 50 mil habitantes, de 17,9 para 20,7% da cidade
Cidade Industrial, 132 mil *
Bigorrilho, 30 mil
Fazendinha, 29 mil
Santa Felicidade, 28 mil
São Braz, 25 mil
Campo Comprido, 25 mil
Santa Quitéria, 13 mil
Butiatuvinha, 12 mil
Vista Alegre, 11 mil
Seminário, 9 mil
Campina do Siqueira, 8 mil
Orleans, 8 mil
Santo Inácio, 7 mil
Mossunguê, 6 mil
São Miguel, 6 mil
Augusta, 4 mil
São João, 4 mil
Cascatinha, 3 mil
Lamenha Pequena, 0,8 mil
Riviera, 0,2 mil

Zona Leste (301 mil habitantes, 16,7% de Curitiba):

não houve alterações em relação ao anterior
Cajuru, 98 mil
Uberaba, 70 mil
Bairro Alto, 46 mil
Capão da Imbuia, 23 mil
Jardim das Américas, 15 mil
Cristo Rei, 14 mil
Guabirotuba, 12 mil
Tarumã, 8 mil
Jardim Botânico, 6 mil
Jardim Social, 6 mil
Hugo Lange, 3 mil





Zona Norte (234 mil habitantes, 13% de Curitiba):

em relação ao anterior incorreto, mais um bairro com 13 mil habitantes, de 12,2 para 13% da cidade
Boa Vista, 32 mil
Santa Cândida, 31 mil
Pilarzinho, 30 mil
Bacacheri, 25 mil
Barreirinha, 19 mil
Atuba, 14 mil
Vila Tingui, 13 mil
Abranches, 12 mil
Cabral, 12 mil
Juvevê, 11 mil
Ahú, 11 mil
Cachoeira, 8 mil
São Lourenço, 7 mil
Bom Retiro, 5 mil
Taboão, 4 mil

Creio que agora está tudo certo.
Falando nisso, qualquer falha verificada por vocês peço a gentileza de me dizerem, que será corrigida imediatamente.
Já que enviei outro email, aproveito e envio mais fotos. Uma é da região do 'Ecoville', que se desenvolveu ao longo do eixo Oeste do sistema de ônibus expressos, e engloba os bairros do Mossunguê, Campo Comprido e mais recentemente Cidade Industrial. É certamente nossa Barra da Tijuca. Analogamente ao que ocorreu no Rio de Janeiro, a burguesia daqui se deslocou para os subúrbios a Oeste, fugindo do tumulto da área mais antiga e central.

A outra fota mostra um trecho do calçadão da Rua XV de Novembro, popularmente conhecido por Rua das Flores, no Centro. A foto é de 1975, com as flores que a nomeiam cobertas pela neve. Todo mundo sabe que nevou em Curitiba em 1975. O que muita gente ignora, entretanto, é que essa não foi a primeira vez. Já havia nevado aqui em 1928. Como diz um ditado árabe, “tudo que ocorreu apenas uma vez pode ou não voltar a acontecer, agora tudo o que ocorreu duas vezes fatalmente se repetirá ainda outras vezes”. Resta saber se será em nossa atual encarnação que nevará ainda mais uma vez em Curitiba. Deus é quem sabe. A nós só cabe esperar.

Paz a todos.

Deus proverá”


'Ecoville' (Mossunguê, Zona Oeste)
Rua das Flores (Centro - Zona Central)


12 de set. de 2011

Uma grande série sobre Curitiba 2


Mapa com as regiões da cidade
Por: Coré-Etuba M. da Luz

Bom dia.
Mando agora o mapa mostrando a qual zona pertence cada bairro. Como em Curitiba esse conceito não existe oficialmente, eu quem tive que fazer o critério, e essa é uma padronização. Toda padronização é de certa forma arbitrária, então principalmente na divisa da Zona Central com as demais, outras pessoas podem ter outras ideias. O Bom Retiro, por exemplo, que eu coloquei na Zona Norte, poderia ser considerado Zona Central pra alguns. O mesmo pode ocorrer com diversos outros bairros. Não há problema. É preciso mesmo adotar um critério, e eu adotei esse. Quem quiser pode ver de outra forma, é só uma referência o que envio.

Segue a divisão, conforme adotada por mim. Após o bairro, a população em 2007. Os dados são oficiais, do Ippuc (disponíveis em www.ippuc.org.br ). Tive que fazer adaptações apenas nos bairros CIC e Campo de Santana, e explico abaixo. A população de Curitiba em 2007 era de 1,8 milhão de pessoas, divididos da seguinte forma:

Pertencem a Zona Central de Curitiba (180 mil pessoas, 10% de Curitiba):
Água Verde, 53 mil
Centro, 33 mil
Vila Guaíra, 16 mil
Rebouças, 15 mil
Mercês, 14 mil
Parolin, 13 mil
Batel, 12 mil
Alto da XV, 8 mil
Prado Velho, 7 mil
Alto da Glória, 5 mil
Centro Cívico, 4 mil


Zona Sul (675 mil habitantes, 37,5% de Curitiba):
Sítio Cercado, 114 mil
Boqueirão, 73 mil
Xaxim, 60 mil
Alto Boqueirão, 57 mil
Pinheirinho, 54 mil
Portão, 51 mil
Tatuquara, 47 mil
Novo Mundo, 46 mil
Cidade Industrial, 40 mil *
Campo de Santana, 38 mil **
Capão Raso, 38 mil
Umbará, 16 mil
Hauer, 15 mil
Vila Fanny, 9 mil
Vila Lindóia, 9 mil
Ganchinho, 8 mil
Caximba, 2 mil




Zona Oeste (323 mil habitantes, 17,9% de Curitiba):
Cidade Industrial, 132 mil *
Fazendinha, 29 mil
Santa Felicidade, 28 mil
São Braz, 25 mil
Campo Comprido, 25 mil
Vila Izabel, 12 mil
Butiatuvinha, 12 mil
Vista Alegre, 11 mil
Seminário, 9 mil
Campina do Siqueira, 8 mil
Orleans, 8 mil
Santo Inácio, 7 mil
Mossunguê, 6 mil
São Miguel, 6 mil
São João, 4 mil
Lamenha Pequena, 0,8 mil
Riviera, 0,2 mil




Zona Leste (301 mil habitantes, 16,7% de Curitiba):
Cajuru, 98 mil
Uberaba, 70 mil
Bairro Alto, 46 mil
Capão da Imbuia, 23 mil
Jardim das Américas, 15 mil
Cristo Rei, 14 mil
Guabirotuba, 12 mil
Tarumã, 8 mil
Jardim Botânico, 6 mil
Jardim Social, 6 mil
Hugo Lange, 3 mil





Zona Norte (221 mil habitantes, 12,2% de Curitiba):
Boa Vista, 32 mil
Santa Cândida, 31 mil
Pilarzinho, 30 mil
Bacacheri, 25 mil
Barreirinha, 19 mil
Atuba, 14 mil
Abranches, 12 mil
Cabral, 12 mil
Juvevê, 11 mil
Ahú, 11 mil
Cachoeira, 8 mil
São Lourenço, 7 mil
Bom Retiro, 5 mil
Taboão, 4 mil


Algumas explicações dos critérios que adotei, e o porque dos asteriscos nos bairros Cidade Industrial e Campo de Santana.

Fiz com que a divisão por zonas respeitasse a divisão por bairros, ou seja, se a maior parte de um bairro pertence a Zona Norte, todo ele está na Zona Norte, mesmo que haja uma parte dele mais ligada a Zona Leste, por exemplo. Esse é exatamente o caso do Bacacheri e do Atuba. A parte oriental de ambos (no Bacacheri, a região entre a base aérea e a BR-116, e no Atuba a porção a leste da mesma BR-116) poderia ser classificada por Zona Leste, por estar mais ligada ao Jardim Social e ao Bairro Alto, respectivamente, do que aos bairros a que pertencem oficialmente. São dois exemplos, poderia citar outros. O fato é que eu respeitei os limites de todos os bairros, sem fracioná-los. Assim, como acabei de dizer, se o núcleo do bairro está em uma Zona, ele está inteiro nesta Zona, mesmo que haja pedaços dele que socialmente estejam ligados a bairros de outras regiões.

Mas na CIC isto não é possível, por ser um bairro artificial e muito grande. A Cidade Industrial e o Centro Cívico são os dois únicos bairros não-naturais de Curitiba, ou seja, que existiram antes na prancheta e só depois se materializaram. Alguém bolou esse nome, não surgiu naturalmente, e seus limites foram acertados no papel e não na prática. Ambos foram desmembrados de outros bairros. O Centro Cívico é um bairro pequeno, e não há qualquer dúvida que todo ele pertence a Zona Central. Mas a Cidade Industrial não pode ser enquadrada em uma só zona, pois é muito grande, tem mais de 15 km de extensão no sentido norte-sul. Assim, sua maior parte (a CIC Norte e CIC Centro) pertence a Zona Oeste, mas a CIC Sul pertence a Zona Sul.

Só que o Ippuc não leva isso em conta. A divisão por zonas nem sequer existe oficialmente em Curitiba, a prefeitura prefere dividir por regionais, um critério que pra mim é esdrúxulo. Resultando que foi divulgado que a população da Cidade Industrial em 2007 era de 172 mil pessoas. Não há problema algum com a projeção do Ippuc. A questão é que essa é população de toda a Cidade Industrial, Z/O e Z/S. Então eu estimei 132 mil pessoas pra CIC Central e CIC Norte (Zona Oeste) e 40 mil pra CIC Sul (Zona Sul). Pra visualizar melhor, a CIC Sul é a Vila Verde, Vitória Régia e o entorno do terminal CIC (Nossa Senhora da Luz, Osvaldo Cruz, etc). Todo o resto (Vilas Barigui, Conquista, Sabará, Caiuá, Itatiaia, Santa Helena, Atenas, Augusta, Vila Sandra, Gabineto) é Zona Oeste.

No Campo de Santana, o problema é inverso. Não resta qualquer dúvida de todo o bairro pertence a Zona Sul, mas aí o número do Ippuc é que não está correto. Não foi levada em conta toda a região do Rio Bonito, que é o maior loteamento que surgiu na cidade na última década, uma espécie de Bairro Novo dos anos 2000. O Ippuc só contou a parte do bairro que já existia em 2000, as vilas Dom Bosco e Jamaica. Ali, corretamente ele apontou que a população passou de 7 pra 8 mil pessoas. Mas ele ignorou todo o resto, que surgiu depois, e é muita coisa. Não posso deixar passar essa falha, e portanto tive que eu mesmo estimar a população do Campo de Santana, e digo que era mais ou menos 38 mil pessoas em 2007. Logo saem os números do censo aí poderemos ver meu percentual de acerto. Em outo email, mandarei pra vocês as provas da área que o Ippuc deixou de contar.

Enfim, é isso aí. Já lhes enviei o mapa com a divisão da cidade por zonas, a população de cada uma delas, seu percentual sobre o total, e também a população de cada bairro. Já serve como base pra iniciarmos os trabalhos. A série será grande e muito mais virá. Falarei também sobre a parte da cidade que não pertence ao município de Curitiba, a chamada Região Metropolitana. Afinal, malgrado hajam divisões políticas, tudo pertence a mesma cidade, que é Curitiba. Note que pra mim os conceitos de município e cidade nem sempre são equivalentes.

Acatando a sugestão de um colega, enviarei sempre fotos da cidade. Sobre as de hoje, uma dispensa explicações, a da Praça do Japão (Água Verde/Batel, Zona Central). A outra mostra o início da colonização da Vila Santa Rita (Tatuquara, Zona Sul). A foto não é atual, ressalte-se bem isso. Deve ter cerca de 6 a 7 anos. Certamente é da primeira metade da década de 2000. Hoje, a região já está totalmente ocupada.

Mapa



Paz a todos.

Deus proverá”
Praça do Japão (Batel-Água Verde) Zona Central.
V. Santa Rita (Tatuquara) Zona Sul

Uma grande série sobre Curitiba 1

Curitiba-Paraná-Brasil
Por: Coré-Etuba M. da Luz

Bom dia pessoal.

Vamos iniciar uma série de escritos sobre a cidade de Curitiba.

Convido todos a participarem escrevendo também suas opiniões sobre a cidade.
Falaremos dos bairros, sua geografia, história e fatos curiosos, do Centro Cívico a Cidade Industrial.

Pra começar, vamos falar um pouco de como a cidade se divide.

Dividi a cidade da seguinte forma: a Zona Sul é a Zona Vermelha, a Zona Leste é a Zona Amarela, a Zona Norte é a Zona Azul, a Zona Oeste é a Zona Verde e por fim a Zona Central é a Zona Cinza.
Hoje vou lhes mandar o mapa pintado com as cores de cada região. Com o tempo, vou falando mais porque adotei esse critério, e convido novamente a todos a apresentar outra classificação, se lhes parecer lógico. Apenas é claro peço que baseiem suas objeções, evitando discordar apenas por discordar. Bem argumentadas, todas as dissidências são bem-vindas. O Universo é holístico e uma análise não impede outras.

Se vamos nos aprofundar sobre a cidade, você precisa saber com exatidão a que região cada bairro pertence. E pra iniciarmos então a discussão vou falar um pouco do porque isso é mais difícil aqui do que em outras cidades: Em Curitiba, por razões ideológicas, durante muito tempo se evitou dividir a cidade em zonas, tipo, Zona Leste, Zona Sul, etc. Isso se deve a estupidez característica do curitibano, e foi explorada propositadamente pela máquina de propaganda, que não foi criada pelo Lerner mas teve nele seu zênite.

Todas as cidades são divididas por zonas. Exatamente por isso se evitou (e ainda se evita) falar nesse termo aqui.
Veja que a prefeitura até hoje ainda tem a palavra 'zona' como tabu. Quando é preciso utilizar, eles falam em "Região Sul". A causa dessa hipocrisia é aquela que eu falei: todas as cidades, mas notadamente São Paulo e Rio de Janeiro, são divididas por zonas. Mas não só essas. Londrina, Cascavel, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia, Chicago, Londres, Los Angeles, enfim, o mundo todo adota. Só não é usado em locais que a geografia não permite classificar dessa forma, como Brasília, Nova Iorque, Salvador e Florianópolis, que tem suas próprias classificações.

Só que Curitiba é uma cidade natural (diferente de Brasília), que não é dividida entre ilhas e o continente (Florianópolis e Nova Iorque) e nem é numa península (Salvador). Tem um Centro que é cercado de bairros pelos quatro lados. Logo, aqui o caminho mais natural era seguir o mundo todo, ou seja, classificar por zonas.

Só que exatamente porque o mundo todo adota esse critério é que Curitiba se recusou, e em boa medida ainda se recusa, a usar.

Porque um bando de imbecis que há por aqui acha que somos 'diferentes' de todo o resto. Pra te falar a verdade, acho que eu fui o primeiro que grafei os termos 'Zona Sul', 'Zona Oeste', etc, na Gazeta do Povo. Foi em 2000. 10 anos atrás, a Gazeta proibia que eles fosse utilizados no jornal, seguindo determinação da prefeitura. Não sei se se lembram, mas até 2000 a Gazeta era apenas um diário oficial. Não havia qualquer contestação ao poder. Hoje ainda há um pouco, mas até 2000 não existia. Por isso era tabu falar em zonas na Gazeta, seguindo a linha oficial. Nesse ano, que foi quando me formei em jornalismo, fiz lá um estágio de um mês, e publiquei duas matérias, uma sobre política (que não pude assinar pois não era formado) e outra sobre o rap em nossa cidade. Nessa última, o jornalista era meu professor, e aproveitando que o caderno de cultura tem um pouco mais de flexibilidade, ele me deixou assinar, mas a liberdade de expressão foi além:

Coloquei na matéria propositadamente os termos 'Zona Norte', 'Zona Central', etc.

Repito pra você. Acho que foi a primeira vez que a Gazeta grafou essa denominação, que é lugar comum em qualquer cidade, mas aqui era tabu.

Se não foi a primeira vez, foi uma das primeiras com certeza. Mas há enormes chances de ter sido de fato a estreia. Hoje a cidade cresceu muito, veio muita gente de fora, então já não causa tanto espanto alguém dizer que mora na Zona Leste. Até mesmo a Gazeta as vezes usa o termo, embora os mais conservadores ainda prefiram 'região'.

Pra você ter uma ideia, esses dias esse mesmo jornal publicou uma matéria em que dizia que dividir a cidade por zonas e lutar pra defender território é coisa de gangues. Como sempre faz esse jornalismo hipócrita, se aproveitaram de uma meia-verdade pra tentar empurrar uma mentira inteira. É claro que um imbecil agredir outra pessoa porque um mora na Zona Leste e o outro na Zona Sul é coisa de retardados, até porque muitas vezes eles são vizinhos, apenas cada um mora de um lado de uma avenida, ou de um rio. Brigar pela divisão é coisa de gangues, que indubitavelmente são mais fortes na periferia - a burguesia também tem maldade, e a exerce até de uma forma pior, pois é mais organizada mentalmente e menos visível fisicamente, mas definitivamente os jovens que tem dinheiro não se matam por cada um morar em uma parte da cidade.

Voltando a questão principal, brigar pela divisão é coisa de idiotas do subúrbio. Mas a divisão em si não é coisa de gangues. Não é só nas quebradas que a cidade é dividida em zonas. Bairros mais centrais, e que não são violentos, também são de alguma zona. O Bacacheri, por exemplo, faz parte da Zona Norte, e isso independe do número de assassinatos que há no bairro, pois é um critério geográfico e não social, e muito menos policial. O Santo Inácio faz parte da Zona Oeste, e o Jardim Social da Zona Leste, e olhe que nunca ouvi falar de um homicídio ocorrido nesses bairros, nessas duas décadas que leio a Tribuna. As vezes, no entanto, a Gazeta se rende as evidências e usa o termo corretamente, apenas pra mostrar em que parte da cidade o bairro se situa, sem dar uma conotação policial. Esses dias li uma matéria em que o cara falava 'Boqueirão, na Zona Sul, Cidade Industrial e Campo Comprido, na Zona Oeste', como é universal em todos os lugares.

Mas a resistência ainda é forte, a prefeitura mesmo ainda se recusa a admitir essa nomenclatura. Eu não me importo com os idiotas que insistem na lavagem cerebral de 'cidade do 1º mundo' mesmo esta tendo sido posta por terra aos olhos de todos – o que eu ajudei a fazer ao menos em dois campos, quando pichei os viadutos por fora ainda em 93 e quando escrevi 'Zona Sul' no então diário oficial ainda em 2000. Nos dois casos, fui o primeiro a fazê-lo. Na pichação lhe dou certeza, e no jornal não posso assegurar 100%, mas lhe dou 99% de chances que eu tenha sido o primeiro também. Aliás, quando pichava, eu escrevia claramente nos muros ZONA LESTE, o que também ajudou a assentar o termo na mente coletiva, quando esse conceito ainda era estranho a multidão, em 1993. Não tenho com isso intenção de chamar atenção pra minha pessoa, mas é fato que sempre tive vocação pra fazer diferente. Só faço o que me faz sentido, e nunca porque 'todo mundo faz assim'. Se o que todo mundo faz me parece lógico, eu abraço, se não, eu adapto. Sempre foi assim e sempre vai ser.

Voltemos a falar de Curitiba. Falei isso apenas pra por no contexto de porque muita gente aqui não sabe em que em que zona mora. Some-se a isso o problema que a Zona Norte tem um problema de personalidade, querendo abocanhar bairros que não lhe pertencem. Alguns acham que tudo que é a norte do Centro é Zona Norte. Evidente que a norte do Centro não pode ser Zona Sul, mas eles se esquecem que existem as Zonas Leste e Oeste também. Assim, quando você ver que Mercês e Bairro Alto são Zona Norte, já sabe o porque. É uma inverdade. O Bairro Alto faz parte da Zona Leste e Mercês pode ser classificado como Zona Oeste ou Central, mas Norte jamais. A medida que fomos aprofundando o debate, falaremos o porque desse 'complexo de superioridade' da ZN. Tem tudo a ver com o motivo que a classifiquei de Cidade Azul, pois é a parte mais europeizada de Curitiba, e azul é a cor que representa o orgulho europeu – não por acaso a bandeira da União Europeia é inteira azul.

Encerro esse contato. Ainda hoje lhe mando o mapa pintado.

Deus ilumine a todos.



Concurso para 207 vagas da Defensoria Pública será no 2.º semestre


Lei estadual que cria o órgão foi sancionada nesta quinta-feira. Atendimento à população deve começar em 2012
19/05/2011 | 12:50 | GAZETA DO POVOatualizado em 19/05/2011 às 16:22r

A lei estadual que cria a Defensoria Pública do Paraná foi sancionada pelo governador Beto Richa (PSDB) na manhã desta quinta-feira (19). A solenidade ocorreu no auditório do curso de Direito daUniversidade Federal do Paraná, no prédio histórico. O Dia Nacional da Defensoria Pública é comemorado nesta quinta, 19 de maio.
O Paraná era um dos poucos estados brasileiros sem defensoria pública. Agora, apenas Santa Catarina não conta com o órgão.
Richa anunciou que haverá concurso público para o preenchimento de 207 vagas no segundo semestre. Ao todo, o projeto de lei aprovado prevê a criação de 333 cargos de defensor público. A previsão do governo do estado é de que os atendimentos à população terão início em 2012.
A Defensoria Pública do Paraná também deverá ser instalada nas comarcas do interior do estado, de acordo com o governador.
O orçamento previsto para a instituição em 2011 é de R$ 28 milhões. Em 2012, a expectativa é que o orçamento seja ampliado para R$ 48 milhões, como informou o líder do governo na Assembleia Legislativa, Ademar Traiano.
A Lei Complementar n° 55, que criou a Defensoria Pública do Paraná, é de 4 de fevereiro de 1991. Ela estabeleceu o prazo de 180 dias para que o órgão fosse instituído no estado, mas só foi aprovada agora, mais de 20 anos mais tarde.

Richa sanciona lei que cria a Defensoria Pública no Paraná


19/05/2011 15:50

O governador Beto Richa sancionou nesta quinta-feira (19) a lei estadual que institui a Defensoria Pública no Paraná, cria a carreira de defensor público e o quadro funcional administrativo do órgão. A assinatura do documento põe fim a um período de maias de 20 anos de espera pela instalação do órgão, previsto na Constituição Federal de 1988 e criado por uma lei estadual de 1991. A solenidade foi realizada no prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR) com a presença de representantes da área jurídica e autoridades dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo.

“Este é um momento histórico. Após mais de vinte anos a Defensoria Pública torna-se uma realidade no Paraná. Uma demonstração da preocupação do governo em proteger os direitos dos mais carentes”, disse o governador. A lei sancionada por Richa prevê a criação de uma ouvidoria externa e a contratação por concurso público de 333 defensores públicos e de 426 assessores jurídicos e administrativos.

O governador anunciou que a escolha do defensor público geral será feita por eleição direta entre os integrantes da carreira, diferente do que ocorre nos outros estados, onde os governadores fazem a escolha. “É mais uma garantia de independência e autonomia. Abro mão da prerrogativa de indicar o defensor geral para deixar para os membros da carreira que o elejam por voto direto”, afirmou.

A secretária da Justiça e da Cidadania, Maria Tereza Uille Gomes, destaca a interiorização do órgão: a lei que cria a Defensoria estabelece que todas as Comarcas do Paraná deverão receber um defensor. “É inadmissível a demora que houve no Paraná para regulamentar o órgão. A Defensoria surge agora com a missão de defender a população carente do Estado. Fico feliz porque aprovamos um texto avançado e moderno que servirá de exemplo para todos os estados do Brasil”, disse a secretária. Maria Tereza afirma que a próxima etapa é realizar o concurso público para a seleção dos contratados e a formalização estrutural da Defensoria.

O orçamento previsto para a instituição é de R$ 28 milhões em 2011. O líder do governo na Assembleia Legislativa, Ademar Traiano, garantiu que no próximo ano o orçamento para a Defensoria deverá ser ampliado, a pedido do governador, para R$ 48 milhões. A Lei Complementar n° 55, que criou a Defensoria Pública do Paraná, é de 4 de fevereiro de 1991, e estabeleceu 180 dias para que o órgão fosse instituído no Estado. No entanto a lei só foi aprovada apenas agora.

Fonte: http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=63792