Curitiba: o Rei está nu
Por: Coré-Etuba M. da LuzEm relação ao tubo do Santa Quitéria, há pelo menos um ponto positivo em todo esse tumulto [refere-se ao atraso e demora na reforma do tubo, mais de 6 meses].
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| O sistema testado na estação-tubo Santa Quitéria é usado cerca de 500 vezes por dia. Fonte: Gazeta do Povo |
Agora foi criada uma linha convencional (Buriti-Vila Velha) que para em frente ao tubo, como você já deve ter percebido, e que permite a integração através do cartão, ou seja, a primeira vez que Curitiba adota a integração temporal, em oposição à integração física. Não sei se você já pegou essa linha (eu o fiz no 1º dia que foi criada), mas é um projeto bem legal, integrou toda o Campo Comprido e Santa Quitéria, essa parte da Zona Oeste tão carente de transporte integrado.
Essa linha é o piloto, breve outras partes da cidade também serão contempladas.
Quanto antes melhor. Claro, Curitiba 'fez a fama e deitou na cama', então está muito atrasada.
Essa linha é o piloto, breve outras partes da cidade também serão contempladas.
Quanto antes melhor. Claro, Curitiba 'fez a fama e deitou na cama', então está muito atrasada.
Se você desceu de um ônibus, entra pela frente em outro e gira a roleta, mas com o cartão não precisa pagar essa segunda condução. Nem a terceira, e nem a quarta. Com uma passagem pode pegar até 4 ônibus, num período de 3 horas. E repito: 100% da frota é integrada. Entre outras facilidades.
Aqui, você só pode recarregar o cartão pela internet. Em dinheiro vivo, só na sede da Urbs, na Rodoferroviária.
Na capital paulista o sistema é infinitamente superior: você pode comprar créditos e carregar o cartão em qualquer lotérica ou terminal, inclusive há máquinas automáticas que dispensam a fila.
Como você vê, estamos comendo poeira mesmo, mas como já disse, o orgulho precede a queda. Essa Lei é fatal. Espero que o projeto-piloto na Santa Quitéria seja estendido a outras linhas em caráter de urgência, para ao menos minorarmos o prejuízo.
No Pilarzinho, Zona Norte, por exemplo, quase não há linhas integradas. É muito comum as pessoas pegarem um ônibus convencional e descer após 3 ou 4 pontos, só para chegar ao trajeto do Interbairros 2, onde precisam pagar de novo.
Coisas da cidade 'de 1º mundo', a 'mais sustentável' de todas.
Paulistanos e joinvillenses achariam essa situação um anátema, mas fazer o que? E SP e Joinville são apenas dois exemplos, que citei por serem próximos a nós. Diversas cidades do país, de Feira de Santana (BA) a Uberlândia (MG), de Ponta Grossa a Goiânia, dezenas delas, de Leste a Oeste, têm sistemas iguais ou melhores que os nossos.
Vão longe os tempos que eramos o modelo.
A Terra já girou em torno do Sol 17 vezes desde então, e é mais que chegada a hora do efeito dessa droga alucinógena chamada “cidade de 1º mundo” acabar, para o bem de todos, pois esta loucura está lembrando a advertência bíblica 'dos cegos que guiam outros cegos, e todos rumando ao precipício'.
É chegada a hora, eu repito, pois o tempo está se esgotando. Quando o trânsito estiver tão ruim que será mais rápido ir do Boqueirão ao Centro a pé do que de carro, quando qualquer chuva de meia-hora deixar desabrigados e trouxer inúmeros prejuízos, nos bairros ricos e pobres indistintamente, quando a cidade estiver dividida em comandos criminosos que serão verdadeiros senhores feudais (como é o Rio de Janeiro, já há algumas décadas), aí não vai adiantar nada dizer: “é, acho que não éramos tão desenvolvidos assim”.
Pra usar uma figura de linguagem muito útil, o 'rei está nu'.
É hora de dizer isso em alto e bom som. Chega de fingir que ele está vestido.
Paz a todos.
“Deus proverá”

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