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1 de fev. de 2012

Defensoria Pública do PR: não saiu no 2° semestre de 2011, mais um engodo do Governo

Por: André Luiiz Aguiar


Quem lembra do meu post do ano passado,  "Defensoria Pública no Paraná: promessa para o 2° semestre de 2011", deve recordar que eu duvidara da veracidade da palavra dada pelo Governador do Estado do Paraná, Beto Richa, de que a Defensoria Pública estaria ativa a partir do dia 02/jan/2012.


E foi o que ocorreu.
Não há e nem sequer ouvimos falar sobre qualquer manifestação para a efetivação da Defensoria. E olhe que estamos no mês de Fevereiro (e vem o carnaval....).


Esse é mais um engodo perpetrado pelo Governador, cuja promessa era de que a Defensoria estaria ativa no 2° semestre de 2011.


Vejam que eu não estou mentindo. É palavra dele mesmo:
_________________________________________________________________________

Concurso para 207 vagas da Defensoria Pública será no 2.º semestre 
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1127630&tit=Concurso-para-207-vagas-da-Defensoria-Publica-sera-no-2-semestre
[...]Richa anunciou que haverá concurso público para o preenchimento de 207 vagas no segundo semestre. Ao todo, o projeto de lei aprovado prevê a criação de 333 cargos de defensor público. A previsão do governo do estado é de que os atendimentos à população terão início em 2012.[...]
___________________________________________________________________

Prometeu e não cumpriu. Desrespeitando completamente a Constituição, deixando à míngua a população dos 399 municípios do Paraná.

E eu ainda questionei à época: 
"Se eu for em Contenda, Capitão Leônidas Marques, Cambé, Xambrê, Umuarama....nem tão longe assim, se eu for em Curitiba eu serei atendido por um dos 207 defensores prometidos de pé junto pelo Governador até o 2° semestre de 2011?"

Podem entrar no site da Defensoria do PR que não encontrarão qualquer menção ao concurso. A "última" notícia que há é do processo seletivo simplificado que ocorreu ano passado para contratar 150 em cargos em comissão.

Resumindo: estão brincando com a seriedade da Constituição e dando de ombros para aqueles desvalidos (pobres, idosos, viúvas, órfãos, alimentários, pensionistas etc...) que não tem e são cerceados quanto ao efetivo e integral acesso à Justiça. 

E configura-se mais uma adulação astuciosa por parte do Governador do Estado.

Estejamos atentos aos ardis dos nossos governantes! 

*André Luiz Aguiar
Advogado/ 
Consultor Jurídico
OAB-PR 60.581

12 de jan. de 2012

Um dia na Lotérica

Por: Emerson S. Foucault
[13/12/11]

Como todo bom brasileiro fui até a uma Lotérica mais próxima de minha casa a fim de fazer uma aposta na Mega-Sena -- afinal, 37 milhões é grana pra caramba!.

O relógio marcava 13horas do dia 10 de dezembro de 2011. A casa lotérica estava cheia. Peguei a senha de número 519 e o painel marcava a senha de número 487.

Como estava com o meu filho, pensei logo: --vou ao mercado, talvez dê tempo até que chegue a minha vez.
Falei ao meu filho:  -- vamos à compra rapidinho e depois voltamos aqui para apostar.
Ele consentiu e ainda disse ser uma boa ideia. 

Ao sair da casa lotérica percebi que ali estavam sentados, além de outros apostadores, 06 idosos, 02 senhoras e 04 senhores.  Achei legal ter visto dois casais de idosos que ali se encontravam, pois parecia que estavam namorando.

Fui até ao mercado fiz as compras rápidas, pois não queria perder a senha da lotérica; até por que eram 37 milhões em jogo. Ainda comentei com meu filho: -- só falta nós termos perdido a vez. 

Para minha surpresa a senha ainda estava no número 501. 
Isso depois de uns 40 minutos. Não acreditei. Mas tudo bem, o importante é que eu não tinha perdido a vez.
Fiquei conversando com os demais apostadores, falamos da Mega-Sena, de outros jogos e comentamos o quanto o governo arrecada com essas apostas e não investem devidamente na saúde, na segurança, na educação e como o governo "mete a mão" nessa grana toda. 
           
De repente nós olhamos à nossa frente e lá estavam os mesmos idosos que outrora vira.
Ahh... fiquei louco com a cena. Fui até lá na frente do caixa da lotérica e pedi para a moça parar de acionar a senha e chamar os idosos que ali estavam para serem atendidos na frente. Pois eles, como idosos, teriam a preferência.
A moça do caixa, com uma falta de educação, me respondeu:
-- Daqui não dá para ver eles. E se eles quiserem ser atendidos tinham que estar ali na frente do caixa.

Questionei a moça do caixa para saber se isso era normal. Se aquele tratamento com os idosos sempre ocorria no local. Tendo recebido como resposta que "sempre era assim e não adiantava falar nada".

Perguntei se ela conhecia o Estatuto do Idoso (LEI No 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE 2003), todavia, fez de conta que nem ouviu. Perguntei, também, por que não havia outro caixa aberto, já que o movimento era imenso na lotérica. 

Ela respondeu-me que quem define isso é a Caixa Econômica e não o Estatuto e nem o dono da lotérica. 

Perguntei aos clientes que ali se encontravam se havia algum problema em os idosos serem atendidos naquele momento. Todos concordaram e também disseram que sempre era assim mesmo o atendimento nessa lotérica. Perguntei, ainda, se havia mais alguém com mais de 60 anos de idade fora aqueles que eu presenciei; ninguém mais se pronunciou.

E assim, os idosos foram atendidos, agradeceram e saíram felizes dali. Quando chegou o número de minha senha, 519, nesse mesmo momento entrou outro idoso. 
Perguntei se tinha mais de 60 anos e ele me respondeu: “tenho 74 anos anos meu filho"

E o número que ele pegou como senha era 547. Falei a ele: -- por favor passe a minha frente e faça valer seu direito de idoso. 

Ele olhou para os lados, assustado, indagando sobre essa minha "autorização" de "tomar" a minha vez, vendo se as outras pessoas que se encontravam ali iriam achar ruim. Porém, a resposta foi unânime de que esse senhor poderia ir sim à minha frente. 

Nossa... ele foi rapidinho. E depois do atendimento, agradeceu-me e disse:  "seu ato era digno e que bom seria se todos fizessem o que o senhor fez". Deu-me um abraço tão sorridente que, confesso, foi emocionante ver aquela pessoa sair dali contente.

Como não havia mais idoso, dirigi-me ao caixa, pois o próximo da senha seria eu. Na hora em que fui apostar, trocou a moça do caixa que iria me atender. E se a atendente anterior era mal educada essa que a substituiu era pior.
Fez algum comentário para a outra que ainda estava ao lado dela: "o pessoal fala demais. Quem define quantos caixas vão abrir é a Caixa Econômica e não nós“

Aquilo me deixou louco. Perguntei se ela conhecia o Estatuto do Idoso. Ela nem deu bola e disse ainda: ”eu sou funcionária da Caixa“.

Nem argumentei mais nada. Aquela pessoa era muito ignorante para eu conversar, só a alertei que iria buscar ajuda e tentar mudar aquele quadro em relação aos idosos. Falei que iria buscar ajuda junto ao Ministério Público. Ele disse-me que eu podia ir aonde eu quisesse e sentenciou com a famigerada: "Próximo

Pena que ela esqueceu que próximo não é designativo de sucessor mas sim de uma pessoa que está próxima a outra. E isso ele esqueceu e me tratou e tratou os idosos como mais uma senha e não como pessoa próxima dela.

Falei aos demais que ali encontravam-se que quando isso acontecesse novamente com qualquer idoso, deveria acionar a Polícia Militar, através do n°190, para que fossem tomadas as devidas providências.
Todos concordaram comigo ao acenarem com a cabeça e até me agradeceram pelo ato de alerta e luta pelos idosos.

Agora pergunto: será que a Caixa Econômica sabe que os idosos estão sendo tratados desta forma?

Será que essa lotérica está com a documentação e as máquinas de apostas certificadas para trabalhar junto à Caixa Econômica?

Segundo informações, esta casa lotérica tem outra loja no Bairro Alto, Curitiba, e essa máquina que se encontra na loja da José Veríssimo -- onde ocorreu todo esse caso -- foi transferida da loja do bairro alto.


Assim foi "um dia na Lotérica". Onde se esquecem que há uma lei e no mínimo o respeito aos mais velhos. Pois todos, um dia, seremos idosos e gostaríamos que nos tratassem com respeito.

21 de dez. de 2011

1 ano depois: McDonald's não é comida


Por: Coré-Etuba M. da Luz
[22/11/11]

Bom dia a todos.
Um ano atrás, escrevi-lhes um emeio mostrando que na verdade Mc Donalds não é comida, posto que simplesmente não se decompõe.

Como já disse um colunista que sempre leio, parte fundamental do problema é que a maioria está tão condicionada pela lavagem cerebral dos magos negros do capitalismo que simplesmente se recusa a aceitar as verdades mais simples, mesmo vendo as provas, pois prefere crer no que lhe disseram do que naquilo que ele mesmo está vendo.


E aqui foi o caso. Esse foi uma das mensagens que recebi mais respostas, mas alguns ainda tentaram se iludir colocando a culpa nos 'conservantes'. Pedi-lhes desculpas por ter que furar essa bolha de conforto, mas o problema é muito mais complexo que isso.
Comprei um hambúrguer em 3 de novembro de 2010. Há 1 ano e 19 dias, portanto. Ficou fora da geladeira. Ele ainda não se decompôs, e jamais o fará, pois se fossificou. Está duro como uma pedra, pois não é comida, é algo mineral talvez, não sei, mas não é comida, isso sei e lhe mostro.
McDonald's não é comida 1 ano depois
Então digo de novo e quantas vezes se fizerem preciso: McDonald's não é comida. Ponto final.

Caso se esforcem um pouco, todos podem aceitar esse fato, pois lhes provo, mandei as fotos e mando de novo, e convido qualquer um a vir aqui em casa, se isso não for suficiente. Mas faça melhor. Compre você mesmo um hambúrguer. Não confie em minha palavra, não é o que quero. Busque a Verdade por si mesmo. Essa sim é minha intenção. Tire a prova, mais, seja a prova, pra si e pra que os rodeiam.

Ao mesmo tempo, tire a prova inversa. Compre um punhado de carne moída no supermercado. Deixe fora da geladeira. Garanto que em menos de uma semana você não irá aguentar o fedor de matéria orgânica decomposta.

Com o 
McDonald's não há esse problema, pois ele não é orgânico. E não estou falando nem no sentido de não ter conservantes. Ele não é orgânico no sentido que não é carne ou pão que está ali, mas um elemento novo, ainda não classificado pela ciência, sendo dessa forma seus consumidores nada mais que cobaias humanas.
McDonald's é transgenia, e isso foi feito nos laboratórios dos magos negros, não seguindo as Leis da Natureza portanto.  McDonald's é comida tanto quanto os homens podem engravidar e dar a luz, pois a agressão às Leis Naturais é a mesma.
McDonald's não é comida 1 ano depois


As fotos que ilustram esse texto são de hoje, 22 de novembro de 2011. É um fóssil, na melhor acepção da palavra. Duro como uma pedra, não exala e nunca exalou qualquer odor. Agora imagine o esforço que o sistema digestivo de uma pessoa precisa fazer pra decompor algo que não se decompõe.
..................



Como é sabido, os EUA estão vivendo uma pandemia de câncer. 50% pros homens e 33% pras mulheres. É isso mesmo, 
simplesmente metade dos homens estadunidenses, e um terço das mulheres, terá alguma forma de câncer no decorrer de sua vidaOs dois fatos (comerem transgenia ao invés de comida e um em cada homens e uma em cada três mulheres ter a “peste brava”) estão inter-relacionados, não acha? Não julgo ser tão difícil assim fazer esse simples exercício de lógica, unindo causa e efeito.


Há outras causas, é certo. Mas essa é uma das principais. 'Você é o que você come', como eles dizem por lá. 
McDonald's não é comida 1 ano depois
Conhecidas são as cenas de quando se abrem os estômagos de gaivotas e tartarugas mortas, e lá há um monte de minerais: isqueiros, tampinhas, latas e pequenas garrafas. Agora imagine a mesma cena num ser humano: no IML de Nova Iorque, abre-se o estômago de mais um dos muitos estadunidenses que diariamente morrem por excesso de comida. Se não sabe, os EUA estão na lista da FAO (a agência da ONU pra alimentação) como um dos países que tem seríssimos problemas com comida – só que é o único que está por excesso de comida, todos os outros são por falta dela.

Enfim, voltemos ao IML de Nova Iorque. Mais um estadunidense, pesando mais de 160 quilos, foi dessa pra melhor. Ao abrirem o estômago dele, lá estão centenas de Big Macs fossilizados, exatamente como as tampinhas na barriga das gaivotas. A cena lhe repugnou? Lembre-se dela quando pensar em comer novamente nessas redes de 'comida rápida'. 'Rápida' certamente é, mas comida........ As fotos valem por um milhão de mentiras. Veja quantas vezes precisar, e se quiser ver pessoalmente, é só combinarmos.
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O desmascaramento de mais essa mentira completa um ano.
Feliz aniversário, fóssil de hambúrguer. Lhe darei os parabéns a cada novembro, repetindo essa mesma mensagem.
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A hora da Verdade está chegando. Preparemo-nos todos.
O aviso mais uma vez está dado.
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Que Deus ilumine a todos.
Deus proverá”

McDonald's NÃO é comida

Por: Coré-Etuba M. da Luz
[13/01/11] 

Boa tarde a todos.


Com algum atraso, enfim envio a mensagem que lhes falei sobre o McDonald's. Vamos começar pelo mais importante, e depois desenvolvemos:



McDonald's não é comida


McDonalds simplesmente não é comida. Se você come essa porcaria, está injetando um lixo sintético em seu organismo que acabará por adoecê-lo. McDonald's não é comida, biologicamente falando, pois não se decompõe, e se houver algum cético capitalista eu tenho a prova do que estou dizendo.



Eu comprei um hambúrguer do McDonald's no dia 3 de novembro [de 2010], há dois meses e 10 dias portanto. E o deixei em minha estante. Eu disse estante, e não geladeira. Estamos no verão, como é notório, e houve muitos dias muito quentes nesses 70 que o hambúrguer está lá, sem refrigeração. 
E ele não se decompôs. Simplesmente não se decompôs

Se mumificou, digamos assim. Está duro como uma pedra, mas não há qualquer sinal de bolor. E quando falo 'hambúrguer do McDonald's, não estou me referindo só a carne, e sim ao produto completo. O pão também não se decompôs, nem o picles.

Veja bem, não estou falando em termos de ideologia. E sim de biologia. Ideologia é subjetiva, cada um tem a sua. Biologia é objetiva. Não estou falando pra não comer no McDonald's porque a sede é no Império do Mal, assim quando come lá está incentivando o capitalismo e seus efeitos: guerra, desemprego, desnutrição, transgênicos, etc. Tudo isso é verdade, na minha opinião. Mas essa é minha ideologia, algo subjetivo, que você tem todo o direito de discordar.

Por isso não estou indo por esse viés. Estou falando de biologia, de ciência, de algo objetivo. Aqui você não pode me desmentir, porque tenho a prova. Comprei um hambúrguer no McDonald's há 70 dias, e ele não se decompôs, mesmo ficando sem refrigeração no verão.

McDonald's não é comida
Faça o teste você mesmo: frite um hambúrguer de supermercado (que já não é orgânico), e ponha dentro de um pão. Deixe fora da geladeira. Em dez dias, no máximo, o pão estará tomado de bolor. A carne estará podre, expelindo mau-cheiro característico. Não é o que ocorre com os produtos do McDonald's.
O pão e a carne endureceram, não há odor algum. Mumificaram-se. Quem quiser comprovar venha até minha casa, ou marcamos em outra parte que eu levo a prova até você.



Vamos relembrar alguns conceitos básicos de biologia:

Por sua própria definição, todo alimento precisa ser biodegradável. Pois se não for seu estômago não consegue digeri-lo.
McDonald's não é biodegradável, é sintético, logo não é comida. Simples assim.

McDonald's não é comida
E o que é então McDonald's? Eu não sei, eu não sou químico. Sei que não é comida. Pode até ser 'comestível', mas não é comida. É definitivamente algo sintético. Você está comendo plástico, está comendo petróleo, qualquer coisa menos alimento, da forma como entendemos 'alimento'. 

É claro que se você insistir em comer no
 McDonald's, agredindo seu estômago, ele dará um jeito de digerir esse troço, pois ele não pode ficar parado ali. Mas isso exigirá imenso esforço, imensa produção extra de suco gástrico. Se comer no McDonad's até uma vez por mês, seu corpo consegue lidar com esse serviço extra sem se sobrecarregar. A partir de uma vez por semana, no entanto, a imensa quantia de suco gástrico (que é um ácido) necessário pra digerir o plástico do McDonald's fatalmente irá corroer as paredes de seu estômago, se transformando em gastrite e depois em úlcera, e depois em câncer.

Bem, veja as estatísticas da pandemia de câncer nos EUA. Falam por si só. E quanto aos cânceres do aparelho digestivo, agradeça em parte ao 'arco dourado' e seu plástico que é vendido como se fosse comida.

Eu sei, talvez você não acredite, ache que estou exagerando (exceto aqueles que já viram). Mas não estou.
Como disse um colunista que leio sempre na internet,
 a raiz do problema é que sua mente se recusa a aceitar o que no fundo você sabe que é verdade. E por que muitos se recusam a aceitar a verdade, mesmo com todas as evidências? Porque contradiz conceitos que são falsos, mas estão muito bem estabelecidos no consciente coletivo.

A própria Grande Mentira em ação, em toda sua glória e esplendor. Desde que você tem um ano de idade, ou ainda antes, o sistema capitalista lhe bombardeia com diversas mentiras. E muitos acabam por aceitar algumas delas. Por isso se recusam a crer que o 
McDonald's venda propositadamente toxinas como se fossem alimentos. Pois se aceitar isso, talvez tenham que repensar outras mentiras da sociedade capitalista também.

McDonald's não é comida

E as pessoas não querem isso. Elas não querem re-pensar nada. “Todo mundo sabe que é assim, então porque você está remexendo nisso?”, é a reação padrão. Falando mais explicitamente, as pessoas não querem pensar
Sem generalizar, claro, não todos, mas a maioria. Pois é certo, pensar dá trabalho e responsabilidade. Mais fácil é aceitar o que governo, mídia, universidades e religiões organizadas dizem. Eles já 'explicaram' o mundo pra você. Eles têm 'especialistas' que lhe dizem como as coisas funcionam. “Por que então você está se preocupando com isso?”, perguntam.

Porque essa é missão, eu respondo. Porque eu já decifrei o capitalismo, então sei que nem tudo que é aceito como padrão é correto. Quase nada do que as classes superiores recomendam através de sua máquina de propaganda é correto, eu diria.

Disse um Profeta indiano que “
estar bem adaptado a uma sociedade profundamente doente é sinal de doença e não de saúde”. Concordo com ele. E tem mais: eu sei do que falo. Só opino sobre o que já estudei, descartando sempre o 'achismo'. Muitos recebem correntes na internet e repassam instintivamente, sem raciocinar muito sobre o que estão espalhando, apenas porque acharam 'legal' ou 'interessante' a apresentação de fotos ou o vídeo.

Até porque muitos têm nessas correntes de internet sua maior fonte de informação sobre assuntos diversos, sendo então presas fáceis dos manipuladores de opinião. Eu não pretendo julgar ninguém, mas eu não faço isso. Só opino sobre o que estudei. Você pode discordar da forma com que eu vejo a questão, é seu direito, mas não pode dizer que eu falo sobre o que não entendo. E o próprio caso do McDonald's comprova isso.

Está circulando na internet uma mensagem que diz exatamente o que comprovei, que o que se serve no McDonald's não se deteriora. Há imagens de um cara que diz ter uma coleção de hambúrgueres, alguns de até 10 anos, e eles simplesmente não se decompõe. Recebi esse email, mas não repassei. Raramente repasso correntes, pois não gosto de ir no embalo alheio. Ao clicarmos em 'encaminhar' sem refletir muito (reação instintiva de muitos) muitas vezes estamos ajudando a perpetuar o ódio e a mentira. [...]. Então eu só repasso algo quando concordo 100%, quando eu mesmo teria escrito aquilo que recebi, tivesse a oportunidade.

E quando a tese é comprovável, eu nunca repasso sem antes fazer a experiência, sem refutar ou confirmar o que está sendo afirmado. Foi o caso aqui. O email diz que a McDonald's não se decompõe. Eu posso ir a essa lanchonete, comprar um sanduíche e comprovar. Foi o que fiz. 
McDonald's
 não é comida, pois não é biodegradável
.
É verdade. Lhes digo porque provei, e não porque recebi um email dizendo. Me disponho a apresentar a prova a qualquer um que precise ver pra crer.

Por isso lhe digo: se você não gosta de viver, coma McDonald's. Uma excelente maneira de cometer suicídio.

Assim É.
Que Deus ilumine a todos.
Deus proverá”

SUS: chegar 30min antes....é o "Sistema"




                                                                                                           Por André Luiz Aguiar, usuário do SUS.


Conforme prometi pesquisar o fundamento jurídico e social de ter que chegar 30min antes do horário agendado para uma consulta já marcada no SUS, liguei em 09/12/11 para Ouvidoria da Saúde de Curitiba 0800-6440041 e eis que veio a resposta que eu imaginava.


Falei com a atendente, muito paciente e educada, chamada Amélia (nome fictício), e lhe questionei o fundamento jurídico e legal de tal imposição.

Um silêncio se fez do outro lado da linha; creio que a pergunta veio em momento inoportuno ou ela nunca havia sido feita antes.

Resposta educada porém infundada (não por ela): 

 Olha, não existe nenhum fundamento jurídico para isso. Mas é O SISTEMA do SUS aqui em Curitiba que AUTOMATICAMENTE quando a pessoa não aparece no posto para confirmar a vaga 30min antes acaba perdendo ela.

Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho-Curitiba
Refiz a pergunta e obtive a mesma resposta. 


Em seguida, perguntei qual é a base para a perda da vaga por decurso do tempo, sendo que se agenda o horário previamente e com meses de espera. Também argumentei e em seguida questionei o motivo disso, já que todos que são atendidos pelo posto de saúde marcam o horário qual é a lógica de se perder a vaga.

Outro ensurdecedor silêncio e mais uma r
esposta:
 Pois é.... a vaga passa automaticamente para outro. Mesmo que todos marquem, acontece que se acaba perdendo a vaga. É o SISTEMA.

Mas se a vaga é marcada antes e todos que lá vão tem de marcar horário, qual a fundamentação para tal situação; requestionei.


 Liga para o posto de saúde que você foi atendido [Ouvidor Pardinho] e fala com a responsável Ines Cecília ou Josefina, fone 3321-2714. Elas podem te dizer os motivos.

Tentei ligar mas só dava ocupado.


Ou seja, como bem imaginava desde o incício:
O SISTEMA  é quem diz o que deve ser e como deve ser.

Só relembro para todos que O SISTEMA não é um gás, mas são PESSOAS.


Já mandei meu reclame para algumas pessoas e autoridades; espero efetivamente atenção e ação para que esses desmandos com a Saúde na capital do Estado do PR bem como do Brasil cessem e que se cumpra a Constituição e a Justiça em detrimento do engessamento perpetrado pelo 
SISTEMA.

8 de dez. de 2011

SUS...e o dia chegou e deu no que deu!

Por André Luiz Aguiar, usuário do SUS.
Descobri o verdadeiro doente!


Como alguns lembram, no mês de outubro de 2011 fui à Unidade de Saúde perto de minha casa cujo agendamento ficou estabelecido para o "próximo" dia 07/Dezembro/2011  isto mesmo quase 2 meses de espera!
Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho-Curitiba 

Eis que chegou o dia e.....deu no que deu.


No primeiro instante até que fui atendido rapidamente pois a unidade estava não lotada (diferente de vazia).

Tinha que chegar meia hora mais cedo do horário agendado (13h30min) para confirmar a consulta. Foi o que fiz.

Por volta de 13h40 fui chamado para a tão esperada sala do "
Doutor Médico".

Entrei na sala, duas cadeiras vazias esperando a próxima anca moribunda sentar, uma mesa, um computador, uma impressora, materiais avulsos de escritório e um "
Doutor Médico".

Dei-lhe a mão para os cumprimentos cordiais, recebi de volta um:

– Não me cumprimente, pois você está contaminado com a rua.

Atônito, quase que genuflexo ante a preparação 
tamanha da interpessoalidade, da anamnesia e da falta de morigeração de tal "Doutor Médico", sentei-me como que criando mais uma doença no imo para que futuros "doutores" analisem. 

Iniciei a contar meu problema no ouvido/tímpano e lhe disse que tinha mais três para que "analisasse"; já que 
 como eu disse para o "doutor"  os homens tem a infeliz mania de ir ao médico somente quando a coisa está feia e, desta forma, eu aproveitaria e iria dizer os demais problemas.

Todavia, ao terminar de contar a primeira coisa e tentar iniciar a segunda, ele me interrompe e diz:

– Não posso analisar mais de uma situação. Você terá que ir lá embaixo [estávamos no 1° andar] e agendar um outro clínico-geral para dizer este teu outro problema.
O que eu vou fazer é somente te encaminhar para o especialista: Otorrinolaringologista.


A anamnese não durou 1min20seg deste "
Douto médico".

Esta foi a marca deixada pelo "
Doutor Médico": a falta de alteridade e a falta de amor e cuidado com o próximo.

Sai com mais uma papelada na mão e com uma doença n'alma que quase carreguei comigo. 


Fui até lá embaixo, como que mais rebaixado no âmago do que o próprio andar do prédio, e peguei uma outra senha para marcar com o especialista e com outro clínico-geral.


Sonar de senhas avisa; é meu número.

Senha- US Ouvidor
Pardinho-Curitiba-PR-Brasil
Mais uma cadeira para mais uma mori-bunda sentar-se nesse nosocômio SUS. 
E as mesmas perguntas: teu nome, telefone, endereço.....poupa-los-ei.

Digitaram qualquer coisa no computador e saiu a reposta quanto ao especialista: 

– Prezado usuário:
Neste momento, (sic) não podemos agendar sua consulta especializada/SADT, porque todos os profissionais que atuam na especialidade solicitada estão com suas agendas lotadas. Estamos inscrevendo seu nome em fila de espera e assim que houver uma vaga disponível ela lhe será reservada.


Ah esqueci de dizer, o outro clínico-geral para as outras doenças já fora agendado entre a retirada dessa senha e o aguardo para marcar com o especialista. 


Vão ligar quando o especialista estiver vago; disseram-me na recepção!


Esperei 2 meses para chegar num clínico-geral que está, como dizia minha avó, cag**** e andando para você e que não quis tocar/cumprimentar-me pois sou "impuro", como se fora um leproso das épocas bíblicas.


Ademais, fez uma "análise" do paciente apenas olhando para o computador, como se a máquina é que estivesse com problemas. E, depois de tudo isso, ter de aguardar mais não sei quanto tempo para uma nova consulta.


O mais imbecil é ter que contar para cada médico uma dor diferente.


Na segunda eu conto do ouvido, na terça (do trimestre seguinte) conto do joelho, na quarta (do sexto mês adiante) conto da mão.....e por aí vai. 


Era mais lógico e
médico (no seu sentido profícuo) ter "avaliado" os problemas todos e encaminhar para cada especialista em momentos diferentes. 

Mas não...
o sistema é quem diz como deve ser, é o computador, é a máquina quem faz a análise, são as senhas que definem o local de estar e de ficar, são esses voláteis seres que definem quem você pode ser!

Depois os médicos fazem congressos e mais congresso por causa da "perniciosidade" das consultas virtuais do '
Google saúde'. 
Claro, grande parte não tem amor e não sabe o que é ser médico de verdade! Aí até eu prefiro saber o que a internet tem para me dizer, pois dela já sei que terei apenas dados e informações.

Sugiro um filme para estes "
Doutores médicos": Patch Adams o amor é contagioso.


Mas o pior foi o ocorrido hoje, 08/Dez/11, quando de minha nova consulta para um novo clínico-geral para falar de outro velho problema.

Estava marcado o horário exato de 11h24min, sendo necessário estar no posto 30min antes para "confirmar a vaga".


Cheguei às 11h04min, portanto 10min "
atrasado" para confirmar a vaga que já estava definida, mas 20min adiantado para a consulta.

A atendente solicita os documentos e demais papeladas, transcorre os dedos por quaisquer teclas no computador, eis que vem a resposta em tom incivil:

– Você tá (sic) atrasado para confirmar a consulta. Deveria ter chegado às 10h48min. Vai ter que ficar sentado ali [aponta qualquer cadeira na sua frente] e esperar encaixe. Ande até lá e vá falar com a enfermeira e vê o que pode fazer.

Eu digo qualquer palavra de indignação sento-me em mais uma sofrida cadeira, cujo objetivo primevo nesse nosocômio é de tudo suportar, e aguardo refletindo sobre qual o fundamento jurídico e social de tal imposição de horário (farei umas pesquisas e lhes informarei noutra oportunidade) e de perda de vaga por decurso de tempo. Ué, a saúde não é para todos? Não me recordo de nenhuma marco temporal constante na Constituição!


Impaciente, pois, além de cheia a sala, os responsáveis pelo
sistema de chamar nomes não cumpriam seu papel. Ou seja, quase 10min e nenhum nome era listado para a próxima consulta.
Sai daquele local e me destinei ao 1° andar  o mesmo que ontem eu fora atendido pelo "Doutor médico para esperar e ver se chamavam meu nome.

Vinte minutos e nada. E o meu horário de consulta se esvaia no ocaso e da lembrança dos que cuidam de vidas e da saúde do próximo.


Confuso com tamanha desatinação do Sistema Único de Saúde (único e precário a lhe [des]atender) e dos que labutam em tal local, comecei a ver as pessoas ali sentadas cada uma em sua cadeira da sorte, da esperança. 

Velhos, mulheres, crianças, homens, seres abandonados pelo sistema chamado Estado que tudo promete na Constituição e que nada faz. 

Em minhas comiserações notei principalmente um idoso no aguardo de seu nome ser chamado para que o alívio de suas dores fosse suplantado por alguns dizeres de um "
doutor". Nesse átimo, entristeci-me pois sabia que esse mesmo idoso talvez sairiam mais doente depois que adentrasse naquela sala onde constava a famigerada sapiência do "Doutor médico" que alhures disse. 

Não dominei os pensamentos e me transportei daquela minha cadeira de dores para os mais longínquos municípios e curvas de estrada espalhadas por este Brasil. 

Pensei nos infindos problemas que velhos, crianças, mulheres, homens, seres(ainda)humanos à espera de alento das dores. Perpassei os descasos, as corrupções, as picaretagens, as necessidades de intervenção do Ministério Público para o cumprimento da Constituição, em cujos artigos, parágrafos e alíneas está ínsita ser a SAÚDE direito social (art. 6°) de todos e dever do Estado (art. 196). E, nesse instante, constatei-me numa capital de Estado, dita sadia, passando por tais descasos.

Voltei dessa divagação solipsa do pensamento e, além de reforçar que meus problemas de saúde são tão ínfimos em detrimento de muitos outros, percebi que constantemente somos enganados, esquecidos, suplantados por volições de "
doutos" que visam os desejos particulares ao público; escoando os nossos sofridos recursos e tributos para escusos desideratos.

Desisti de esperar e de sofrer aqueles pensamentos. Fui embora. No relógio já constava 11h52min. Quase uma hora de constatações que não gostaria de fazer. 


Terei de retornar para agendar um outro dia para daqui 2 meses, a fim de passar por tudo isso outro vez.

Até lá, espero que minha(s) doença(s) não se agrave(m).

Quanto a mim, estarei no aguardo da minha cadeira da espera eterna e ela me aguardará pacientemente 
 foi o que uma delas me disse quando sai. 

Depois de tudo, deixei o posto de saúde da Ouvidor Pardinho não querendo carregar mais uma doença 
 aquela que o "Doutor médico" quisera me passar: a da indiferença  e com uma constatação:
Descobri que o doente é aquele que pouco ama. Descobri que quem está doente não sou eu.
 Só clamo para que as autoridades que gerem o sistema e àqueles que labutam nele bem como para os "doutores" que se lembrem que lidam com pessoas, as quais não querem passar de um nosocômio para um manicômio por tamanha falta de amor.