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18 de set de 2011

Uma grande série sobre Curitiba 20

Licitação do transporte de Curitiba:
 o lobo em pele de cordeiro
Por: Coré-Etuba M. da Luz
[02/12/10]



Bom dia a todos.


Vamos falar um pouco sobre a licitação do transporte coletivo em Curitiba, que em alguns aspectos transformou uma situação ruim em outra ainda pior.

Como foi divulgado pela mídia, após décadas de irregularidades, enfim houve o cumprimento do que a Constituição Federal determina, ou seja, agora está tudo certo. As empresas de ônibus se uniram em consórcios, o que irá melhorar a operação e cortar custos, tornando tudo melhor pra todos.



Ou assim foi dito. Essa versão oficial é muito bonita, “estamos dentro da lei”, e blá-blá-blá. Mas há uma outra parte, nem tão bela, e que não é divulgada pela mídia. Mas vou lhes dizer qual é:


A licitação concentrou ainda mais o poder da família Gulin, que já dominavam desde sempre o transporte nessa cidade.

Mato a cobra e mostro o pau. Vamos aos fatos. Antes da licitação, havia 10 empresas municipais em Curitiba. 4 dos Gulin, sendo essas Redentor, Cidade Sorriso, Glória e Marechal. E 6 independentes: Mercês, CuritibaLuz, Água Verde, Carmo e Cristo Rei.
As três maiores do sistema eram 
RedentorCidade Sorriso e Glória (não necessariamente nessa ordem), ou seja, as 3 pertencentes ao mesmo grupo, o que resulta que mesmo com 40% do número de empresas uma família detinha mais de 50% da frota. Isso em número de ônibus. Em termos de patrimônio, o domínio dessa família é ainda mais amplo, pois eles concentravam a maioria dos bi-articulados, que são os que valem mais. Um bi-articulado novo custa R$ 1 milhão, contra R$ 200 mil de um ônibus normal.


Além disso, havia algumas empresas metropolitanas que operavam linhas municipais de Curitiba: Viação Tamandaré, Campo Largo, Antonina (as 3 do mesmo dono, e essas não são dos Gulin), Azul, Santo Antônio, São Braz e Araucária.
Algumas operavam poucas linhas, tinham apenas alguns 'carros' circulando nas linhas municipais da capital, como a São Braz e Antonina. Mas outras, como Tamandaré e Azul, tinham vários articulados e bi-articulados, sendo quase do tamanho de algumas das empresas municipais. Há muitos anos a Tamandaré abriu uma garagem na Zona Sul, aqui no bairro do Boqueirão, pra dar suporte às suas operações alheias ao município-sede, que a nomeia. Essa garagem também é usada pela Campo Largo e Antonina, que são do mesmo dono, e que com a licitação deixarão de existir.


Enfim, de todas as empresas metropolitanas que foram convidadas a atuar no sistema municipal de Curitiba, apenas a Santo Antônio é dos Gulin, resultando que de 17 empresas, 5 eram deles. O que amenizava um pouco a supremacia do grupo nas 10 empresas municipais originais, já citadas. Pois eles tinham 50% da frota municipal das 10 empresas originais, mas incluindo as convidadas, esse número deveria cair pra perto de 40% - que já é uma concentração escandalosa.


Porém a licitação reverteu essa situação. Agora, os Gulin têm seguramente mais de 60% da frota.
Vejamos como tudo ocorreu.



Vamos comparar as situações pré- e pós-licitação, e pra isso cito a versão mais que oficial, o sítio da Urbs:
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Abertas propostas técnicas para operação do transporte
http://www.urbs.curitiba.pr.gov.br/PORTAL/noticias/index.php?cod=853 [10/03/10 00:00 ]


A Comissão Especial de Licitação da Urbs, Urbanização de Curitiba S/A abriu, em sessão pública realizada na tarde desta quarta-feira (10), as propostas técnicas apresentadas pelos consórcios Pontual, Transbus e Pioneiro na licitação da operação do sistema de transporte coletivo urbano de Curitiba. Os três consórcios entregaram documentação e proposta técnica e de preço no dia 25 de fevereiro passado, também em sessão pública realizada no auditório da Urbs, na Rodoferroviária.

Os consórcios, que reúnem 11 empresas de Curitiba e Região Metropolitana, foram habilitados pela comissão de licitação. O próximo passo será a análise das propostas técnicas e depois uma terceira sessão pública para abertura das propostas de preço.

A licitação, na modalidade Concorrência (005/2009), prevê a operação das linhas de transporte coletivo de Curitiba. São 250 linhas do sistema principal e 52 complementares - Linha Turismo e Sistema Integrado de Transporte do Ensino Especial (Sites). São do sistema principal as linhas Expresso, Direta (Ligeirinho), Interbairros, Troncais, Alimentadoras, Convencionais e Circular, divididas em três lotes. No total, é previsto o atendimento, em dias úteis, de 1.836.704 passageiros, com uma frota operante de 1.399 ônibus. O sistema tem 21 terminais e 315 estações tubo.

O Consórcio Pontual é formado pelas empresas Transporte Coletivo Glória, Auto Viação Marechal, Auto Viação Mercês e Auto Viação Santo Antonio; o Consórcio Transbus é integrado pelas empresas Auto Viação Redentor, Araucária Transporte Coletivo e Expresso Azul; e o Consórcio Pioneiro pelas empresas Viação Cidade Sorriso, Viação Tamandaré, Auto Viação São José e CCD-Transporte Coletivo.

Como ocorreu em fevereiro, a sessão pública feita nesta quarta-feira foi acompanhada por representantes dos consórcios que participam da licitação e por jornalistas de vários veículos de comunicação de Curitiba. Em entrevista logo após o encerramento da sessão de abertura de propostas técnicas, o diretor de Transporte da Urbs, Fernando Ghignone, explicou que o edital da licitação do transporte foi todo focado na qualidade do transporte coletivo em Curitiba. "E quando falamos em qualidade falamos em segurança, conforto, melhoria da velocidade do sistema, serviços, treinamento de pessoal, enfim tudo o que esteja ligado à melhoria do nosso sistema que é sem dúvida um dos melhores do país".

Presidente da Comissão de Licitação, Ghignone disse que o nível de exigências no edital garantiu que a partir da licitação o transporte de Curitiba fique ainda melhor. "Estabelecemos como ponto de partida um patamar de qualidade acima do atual", afirmou.

Ghignone também considerou que a grande mudança na operação do transporte coletivo de Curitiba a partir da licitação será a relação contratual com os operadores. Agora teremos um contrato feito a partir de uma licitação, com exigências feitas publicamente em edital e isso sem dúvida amplia o poder de fiscalização da Urbs e o comprometimento do operador com o usuário do sistema.

Outro ponto importante, disse Ghignone, é a mudança no sistema de remuneração das empresas, que hoje é feito apenas por quilômetro rodado e passará a ser feito por quilômetro rodado e número de passageiros pagantes. Com isso, explicou, haverá um interesse maior das empresas em incentivar o cidadão a trocar o transporte individual pelo coletivo, o que exigirá melhorias contínuas no sistema.

METROPOLITANO – A licitação em andamento é apenas para o transporte coletivo urbano de Curitiba, sem qualquer alteração na integração metropolitana. Na entrevista, o gestor de Operação do Transporte, Luiz Filla, explicou aos jornalistas que a integração continuará sendo feita, como é hoje, por convênio firmado entre a Urbs e a Comec, Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba.

Curitiba, explicou Filla, não poderia licitar linhas que não estejam em sua jurisdição atribuição que, no caso da Região Metropolitana cabe ao governo do Estado. "É importante que os usuários da Região Metropolitana saibam que continuarão a contar com as mesmas linhas, integrando nos terminais urbanos de Curitiba, não haverá alteração nenhuma", explicou. 
Fonte: Urbs
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Vamos analisar os consórcios um por um.


Lá está escrito: “O Consórcio Pontual é formado pelas empresas Transporte Coletivo Glória, Auto Viação Marechal, Auto Viação Mercês e Auto Viação Santo Antônio”. Também operava na região a Viação Nossa Senhora da Luz, que era independente, e simplesmente deixou de existir. Foi de fato comprada pela Santo Antônio, que é dos Gulin, e que expandirá sua operação dentro do município de Curitiba.

Resumindo, uma independente se foi, absorvida por uma empresa da família. No Pontual, só a Mercês não é Gulin. Oficialmente pelo menos, pois a Mercês está falida, como é notório. Então há grandes chances de ser independente apenas no papel. Mas deixemos assim. Vamos lidar apenas com o que é certo, que a coisa já é pavorosa.


Voltemos a citar a Urbs: “o Consórcio Transbus é integrado pelas empresas Auto Viação Redentor, Araucária Transporte Coletivo e Expresso Azul”. Aqui a situação foi ainda mais escandalosa que no Pontual. Ao invés de uma, os Gulin absorveram 3 empresas, 2 oficialmente de papel passado, e uma por baixo dos panos. Vejamos como tudo se deu.

De modo definitivo a Curitiba e Água Verde já não existem mais, foram engolfadas pelos Gulin também. No papel, a Araucária ainda existe. Mas na prática ela também foi comprada pelo mesmo grupo, pelo menos a parte que opera linhas municipais de Curitiba. Anteontem [30/11/10] andei num ônibus da Araucária e ouvi a conversa do motorista com um colega que estava de folga. Eles disseram que a Água Verde foi oficialmente comprada e fechada, sendo absorvida pela Redentor. Inclusive todas as dívidas trabalhistas foram quitadas. Só que a Araucária também foi comprada pelo mesmo grupo, mas (pelo menos por enquanto) não haverá alterações na razão social.


Mas os trabalhadores já divulgavam na 'rádio-corredor' as especulações sobre uma futura alteração, quando a empresa seria desmembrada em duas: uma se chamaria Araucária Urbana, que operaria o transporte municipal de Curitiba, ou seja, nada a ver com o município de Araucária. Essa é a parte que os Gulin incorporaram a seu império. E a outra, mantida com seu antigo proprietário, continuaria fazendo o transporte intermunicipal Curitiba-Araucária.


Há precedentes na Grande São Paulo, cidade que moldou o esquema de consórcios adotado aqui. Lá, é muito comum separarem em dois CNPJs diferentes empresas que na prática são uma só. Isso facilita todas as operações contábeis, sejam elas legais ou fraudulentas: é mais fácil vender a parte intermunicipal e manter a municipal (ou vice-versa), ou mesmo lograr os credores em caso de pendências judiciais, pois ônibus são transferidos no papel de uma empresa pra outra pra evitar arresto, mas na verdade nunca deixam de dormir na mesma garagem e serem operados pelos mesmos motoristas.
Como Curitiba resolveu adotar o modelo paulistano de consórcios (já usado também em Porto Alegre), certamente irá imitar igualmente os malabarismos jurídicos tão comuns por lá.

O malabarismo legal que eles usaram pra passar ou não pro seu nome parte da Araucária ainda é especulação. O fato, já consolidado, é: Araucária agora é Redentor, pelo menos o ramo da empresa cujos ônibus ficarão fixos no município de Curitiba, não adentrando mais no município que a nomeia. Além da conversa dos trabalhadores, vi outra prova: o documento estava em nome da Araucária, mas o papel pro motorista anotar ocorrências de vandalismo e assalto trazia o nome da Auto Viação Redentor.
Resumindo: apenas na região da Transbus, 3 independentes se foram, engolidas pelos monstro insaciável dos Gulin. 2 de modo oficial e uma através de laranjas. Tudo somado, na região da Transbus, apenas a Expresso Azul é independente.



Por fim, vamos ao Consórcio Pioneiro.
Sempre nas palavras da Urbs, “ele é integrado pelas empresas Viação Cidade Sorriso, Viação Tamandaré, Auto Viação São José e CCD-Transporte Coletivo.” 
CCD é a antiga Cristo Rei, que faliu e mudou de nome pra driblar os credores na justiça. Nesse consórcio também houve absorções de empresas menores por outras maiores, mas pelo menos aqui as fusões não beneficiaram a família Gulin. A Carmo deixou de existir. Mas ela já era mesmo do mesmo dono da Viação São José, que não operava a rede municipal de Curitiba, e agora passará a fazê-lo. Ou seja, é uma ilusão jurídica similar aos artifícios que falei acima. Os ônibus continuam do mesmo dono, usando a mesma garagem, sendo operados pelos mesmos trabalhadores, mas no papel 'mudaram' de empresa.

A Tamandaré também vai assumir oficialmente as operações municipais de Curitiba da Viação Campo Largo e da Antonina, empresas que já eram mesmo propriedade dela, Tamandaré. No Pioneiro só a Cidade Sorriso é dos Gulin, pelo menos de modo oficial. Só que, como disse, a Cristo Rei faliu e mudou de nome - expediente já adotado por dezenas de vezes em São Paulo, das 30 e poucas empresas que existiam há 17 anos por lá, somente cerca de 3 ou 4 continuam com o mesmo nome. Todas as outras continuam dos mesmos donos mas têm outra denominação pra não pagar as pendências judiciais. Ou foram vendidas de forma fraudulenta. O que abre a possibilidade da Cristo Rei ter sido absorvida por grupos maiores, de forma (por enquanto) velada.

Tudo somado, havia 10 empresas municipais originais, sendo 4 do mesmo grupo. E outras seis independentes, das quais 4 se foram: Luz, Curitiba, Água Verde e Carmo. 3 os Gulin 'paparam' e outra foi pra São José, que já era sua dona na prática. Restaram Mercês e Cristo Rei, sendo que a última também faliu mas opera com novo nome e novo CNPJ.

E também7 empresas metropolitanas que operavam irregularmente o transporte municipal de Curitiba. Agora a licitação regularizou essa situação, estão dentro da lei material. Só que ocorreu aqui também uma concentração de poder, pois dessas, 4 se foram. 3 foram incorporadas a seus verdadeiros donos, a Campo Largo e Antonina a Tamandaré e a São Braz a Mercês. Porém parte da Araucária (o que inclui vários bi-articulados) foi engolfada pelo grupo que já detinha um poder excessivo, ou seja, aproveitaram a licitação e engoliram 3 empresas municipais e parte de uma originalmente intermunicipal.

Tudo isso deu ainda mais poder a uma família que já controlava o transporte. 

E dado o fato que Curitiba é uma 'cidade-holograma', tão especializada em criar ilusões quanto Los Angeles e sua Hollywood, e também considerando que o transporte é o pilar central dessa ilusão, fácil é ver que os Gulin, ao ter agora perto de 60% da frota, têm imenso poder político sobre as decisões que afetam a vida de milhões de pessoas, sendo o prefeito (seja ele quem for) uma espécie de 'relações-públicas' do conglomerado.


Por exemplo, você ainda tinha ilusões que um dia o metrô iria sair? (rs.....) Só rindo mesmo. Esqueça. Estamos condenados a sermos prensados nas portas dos ônibus, isso quando elas não abrem com os veículos em alta velocidade, como vem ocorrendo. E pelo transporte coletivo ser ruim, todos os que puderem comprarão carro, o que fará com que todas as ruas e avenidas da Zona Central e as principais vias da periferia unifiquem seus horários de pico, ficando totalmente paradas das 7 da manhã às 10 da noite, sem intervalos, como já é a realidade em São Paulo. Aliás, por lá eles brincam dizendo que tem um horário que o trânsito flui muito bem: da 1 às 5 da manhã, sendo o melhor horário de todos às 3 da madrugada. Aí, quando a lua está bem alta, você pode andar a cidade toda sem um congestionamento sequer.

É pra essa situação desastrosa que estamos caminhando. E tudo chancelado pela licitação, que é vendida pela mídia capitalista como um avanço.
É claro que a lei material é feita pelos donos do poder, pra seu próprio benefício, e o que ocorreu, como já escrevi, foram cartas marcadas pra apenas legalizar o que era irregular, mas fechando a porta a novos participantes.

Ou seja, foi uma 'licitação' apenas no papel, já que o resultado é que levou ao processo.

O verdadeiro lobo em pele de cordeiro.



O que resultou dessa farsa? Concentração ainda maior nas mãos de quem já tinha em excesso. Como já disse o poeta, “o que é demais nunca é o bastante”. E pra população, o que sobrou? Cidades tão diferentes como Teresina, São Paulo, Brasília, Santos, João Pessoa, Porto Alegre, Sobral-CE, Juazeiro do Norte-CE, etc, etc, etc, a lista é longa, investem na construção e ampliação do modelo ferroviário, que é o único que dá conta da demanda de uma metrópole. Mas aqui, na cidade de 'primeiro' mundo, trens e metrôs só existem na internet, pois na vida real 'não são necessários', devido a 'eficiência' dos sistema de ônibus.


Nem vou falar da Europa, onde todas as cidades têm a espinha dorsal seus sitemas de transporte no modal ferroviário, com os ônibus sendo apenas alimentadores locais. Não é preciso maiores explicações, pois todos sabem que o primeiro mundo de verdade investe em trens e metrôs, que são o único sistema de transporte eficiente pra cidades com alguns milhões de habitantes. Mas aqui, no 'primeiro mundo' da fantasia, o sistema ferroviário 'não é necessário'. Mesmo novos terminais de ônibus 'não são necessários' nas mentes 'brilhantes' da prefeitura. 

Nota: todos vocês sabem o que eu penso da civilização europeia (EUA incluídos como europeus), e mantenho o que disse em outros textos, que eles são uma cultura racista, predatória, materialista e violenta. Mas a parte de seu mau-caráter, que é fato e não estou voltando atrás no que já escrevi, também é fato que eles sabem fazer redes de transporte urbano melhores que esses bi-articulados e seus malfadados tubos que só abrem 3 portas, deixando 2 portas no busão sem utilização. Caráter não tem nada a ver com competência. Que os europeus são extremamente inteligentes eu nunca neguei, nem poderia. E eles usam essa inteligência pra fazer redes de transporte de massa que funcionam de verdade, bem distintos da lavagem cerebral política mentirosa que se instalou aqui, e que julga poder susbistituir o metrô por mentiras sobre a 'eficiência' de nossa rede ônibus. 

E com isso o sistema vai entrando em colapso, pessoas estão até morrendo em acidentes que ocorrem devido a falta de manutenção e/ou excesso de serviço dos trabalhadores do sistema. 
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Porta de ligeirinho abre, com ônibus em movimento, e atinge motoboy
http://www.cbncuritiba.com.br/index.php?pag=noticia&id_noticia=23704
Dois acidentes com biarticulados deixam 8 pessoas feridas
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1101878&tit=Dois-acidentes-com-biarticulados-deixam-8-pessoas-feridas

Biarticulado pega fogo no Capão da Imbuia
http://jornale.com.br/portal/curitiba/79-03-curitiba/12840-biarticulado-pega-fogo-no-capao-da-imbuia.html

Acidente com ligeirinho na Praça Tiradentes deixa dois mortos e 32 feridos
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1012491

Mulher morre após cair de ônibus superlotado em Curitiba
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=851599


MP-PR abre inquérito para apurar acidente que resultou na morte de passageira de ônibus
http://www.mp.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=308

etc...
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Tudo sinais inequívocos que o sistema não aguenta mais, está saturado.

Mas a Grande Mentira continua a todo vapor, repete-se a mesma falácia sobre acessibilidade, integração, ônibus híbridos, veículos com GPS 'mais modernos do mundo', nos quais o mentiroso que agora se elegeu governador posa ao volante no dia da entrega, etc, passa o boi passa a boiada. Todas mentiras grotescas, que já desmascarei pra vocês extensivamente em outros textos.



Mas os Gulin estão lucrando, Beto Richa está lucrando, a RPC está lucrando, e por isso nada muda. A Gazeta do Povo do Batel continua repetindo que não há nenhum questionamento ético a se fazer quando uma licitação fraudada regulariza cartéis, pois 'não há mesmo como forasteiros competirem com o altíssimo nível de qualidade atingido aqui'. Nada mais natural, pois mafioso não derruba mafioso. À portas fechadas eles sempre se entendem.

E a vida continua, Curitiba age como o estouro da boiada que demanda ao precipício. Fazer o que? Quase ninguém está interessado em olhar pras verdadeiras questões, preferindo se entreter com as distrações de tecnologia, atualizações de postagens em 'redes sociais', marcas famosas, consumismo estéril e irracional (o fetiche da matéria) que o sistema joga como iscas.


Então seja o que Deus quiser............

É minha opinião. Cada um se sinta a vontade pra concordar ou rejeitar conforme sua consciência determinar.

Paz a toda humanidade.
“Deus proverá”


Consórcios vencedores

Um comentário:

  1. Anônimo15/11/11

    Sobre a luz! suas linhas e onibus foram dividas entre marechal,santo antonio e glória. sendo que a marechal ficou com a garagem e maior parte dos onibus e funcionários. já a araucaria urbana quem comprou foi a azul elas dividem a garagem da extinta curitiba e os veículos sucateados da extinta curitiba estão todos no fundo da garagem da colombo mesmo grupo da azul e agua verde não foi vendida só deixou do operar e estão vendendo seus onibus e nenhum foi pro grupo gulin e a cristo rei hoje CCD os gulin entraram na sociedade. No mais concordo com o colega é um cartel dos gulins! Mas se as outras faliram eles não tem culpa. O errado foi não deixar empresas de fora participar!
    abraço!

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